Durante a tarde deste domingo (14), após denúncia anônima, a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) foi acionada para averiguar uma ocorrência de poluição sonora na Avenida Itacaiúnas, Quadra 123, bairro Novo Planalto, em Marabá, mas ao chegarem ao local, a Guarda Municipal de Marabá (GMM) e os agentes da Sema teriam sido desacatados por Christiano Souza Teixeira, proprietário do imóvel, onde o som estava em volume alto.
De acordo com a narrativa do boletim de ocorrência, a Sema aferiu a altura do som e o Medidor de Nível de Pressão Sonora (decibelímetro) acusou 6,3. Segundo o BO, Christiano Teixeira foi intimado, mas afirmou que não iria baixar o som, utilizando as seguinte expressões de baixo calão: “Vocês são pau no cu” e “filho da Puta”. Ainda conforme o documento policial público, o dono da casa se recusou a ser conduzido para a delegacia.
Diante dos fatos narrados, não restou outra alternativa a GMM a não ser fazer uso progressivo da força para algemar Christiano. No boletim de ocorrência, consta que, ao ser contido, o homem bateu o braço no rosto de um Guarda Municipal, vindo a se ferir. No momento da abordagem, o clima ficou tenso devido a protestos de familiares e amigos. “Vocês não são polícia. Nem a Polícia Civil me leva daqui”, teria vociferado o homem aos GMM.
Uma irmã de Christiano Teixeira teria sofrido um desmaio com a confusão, porém, segundo testemunhas, ela já passa bem. Na 21ª Seccional Urbana, antes de serem atendidos pelo delegado de Polícia Civil William Lopes Crispim, Christiano gravou vídeos e publicou nas redes sociais, alegando inocência. O Portal Debate Carajás não conseguiu contato com o cidadão, mas o espaço fica aberto para futuras manifestações.
Denúncia
O caso foi postado nas redes sociais e gerou um grande bate-boca entre internautas. Alguns comentários, em tom de ameaça, foram direcionados aos guardas municipais via Facebook. Diante das postagens, o serviço de inspetoria da GMM registrou um boletim ocorrência, indicando os perfis e apresentando os print’s com as ameaças para o delegado de plantão.
Os envolvidos deverão responder processos por ameaças e outros crimes previstos em lei. Os haters correm risco de ir parar atrás das grades, como já vem ocorrendo em várias cidades do Brasil. (Portal Debate Carajás)


