Um feminicídio marcado por premeditação e violência chocou a população do Conjunto Edgar Gayoso, na zona Norte de Teresina, na manhã desta segunda-feira (2). Eliane da Silva Santos foi assassinada a tiros dentro de sua própria residência pelo ex-companheiro, Fabrício Santos Silva. O casal viveu junto por cerca de 10 anos e tinha uma filha de 10 anos de idade.
Segundo detalhes revelados nesta terça-feira (3) pelo coordenador do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Francisco Costa, o Barêtta, o suspeito confessou a ação para uma vizinha imediatamente após efetuar os disparos e antes de fugir em uma motocicleta.
“A vizinha ouviu um barulho, saiu para ver o que estava acontecendo, foi quando ele ia saindo de dentro de casa com a arma na mão e falou para ela que tinha acabado com a vida dele e com a vida da mulher, que tinha matado a mulher e para ela avisar a polícia. Você vê que ele premeditou o crime desde as primeiras horas”, destacou o delegado Barêtta.
Histórico de ameaças, violência e descumprimento de medida protetiva
De acordo com as investigações conduzidas pelo delegado Bruno Ursulino, o relacionamento era marcado por atritos constantes e ameaças frequentes por parte do agressor, impulsionadas pelo ciúme e pela suspeita não confirmada de que Eliane estaria se relacionando com outra pessoa.
Diante de episódios recentes de agressão física, Eliane havia registrado Boletim de Ocorrência, obtendo na Justiça uma medida protetiva de urgência que determinava o afastamento do agressor. Fabrício estava fora do imóvel há cerca de 15 dias, residindo com a mãe na cidade de José de Freitas.
Rota do crime e prisão sem resistência
Na manhã de segunda-feira (2), Fabrício se deslocou de José de Freitas a Teresina com o plano traçado. Inicialmente, foi até o endereço do homem que ele desconfiava estar se relacionando com a ex-companheira, aguardou a vítima sair e efetuou um disparo de arma de fogo, sem conseguir atingi-la.
Em seguida, dirigiu-se à casa de Eliane e a executou a tiros. Após comunicar o crime à vizinha, o autor fugiu de volta para José de Freitas, onde escondeu a arma na casa da mãe e orientou familiares a não tocarem no objeto pois “a polícia iria chegar logo”. Em seguida, foi para um bar local aguardar a chegada das equipes policiais.
Durante a abordagem realizada pela Polícia Militar, Fabrício não ofereceu resistência, confessou o homicídio e indicou o local exato onde a arma do crime havia sido guardada.
O inquérito foi repassado para a Delegacia de Feminicídio, que possui prazo de 10 dias para concluir os laudos periciais e encaminhar a denúncia ao Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI). (Com Pietro Notícias)


