Uma ex-funcionária do Banco da Amazônia (Basa) foi presa preventivamente nesta sexta-feira (30), suspeita de desviar recursos financeiros de clientes idosos em Novo Progresso, no sudoeste do Pará. A prisão ocorreu durante a Operação Rastro Oculto, deflagrada pela Polícia Civil, que também cumpriu dois mandados de busca e apreensão no município.
A investigada, identificada como Samanta Brenda Cardoso, é suspeita de envolvimento em um esquema de fraudes bancárias. Ela é investigada pelos crimes de peculato, inserção de dados falsos em sistema de informações, estelionato e lavagem de dinheiro.
De acordo com a Polícia Civil, dois casos já foram identificados. O primeiro aponta um prejuízo de R$ 138.977,66 a um idoso. O segundo envolve outra vítima, também idosa, que teria perdido R$ 49.950,00. Somados, os valores chegam a R$ 188.927,66.
Investigação começou após denúncia de idoso
As investigações tiveram início depois que um idoso procurou as autoridades ao identificar movimentações financeiras não autorizadas na própria conta bancária.
Segundo a apuração policial, a suspeita teria se aproveitado da relação de confiança com a vítima para cadastrar o aplicativo bancário em um celular próprio e realizar sucessivas transações financeiras sem autorização.
Durante a investigação, que incluiu análise financeira, inteligência policial e levantamento de imagens de câmeras de segurança, foram identificados indícios de que os valores teriam sido utilizados em compras e despesas pessoais.
Entre os itens apontados está um iPhone 17 Pro Max, de 512 GB, avaliado em R$ 9.890, adquirido em Novo Progresso. Os investigadores também identificaram indícios de gastos com viagens.
Outras possíveis vítimas
O aprofundamento das investigações, com autorização judicial para quebra de sigilos bancário e telemático, revelou indícios de que outras pessoas podem ter sido prejudicadas.
Segundo a Polícia Civil, movimentações financeiras de valores elevados também estão sendo analisadas. A investigação busca identificar possíveis novas vítimas, esclarecer a dimensão do suposto esquema e rastrear o destino dos recursos.

Suspeita foi localizada após deslocamentos
Após tomar conhecimento das investigações e do afastamento das atividades bancárias, a mulher teria deixado Novo Progresso e passado por diferentes localidades.
Inicialmente, a inteligência policial identificou o paradeiro dela em uma região ribeirinha de difícil acesso em Abaetetuba, no nordeste do Pará. Posteriormente, no dia 28 de outubro, a investigada foi localizada no Aeroporto Internacional de Belém.
A Polícia Civil também identificou deslocamentos por Guarulhos, em São Paulo, e Sinop, no Mato Grosso, e articulou apoio com a Polícia Judiciária Civil mato-grossense.
Na tarde de quinta-feira (29), a mulher foi localizada em uma área rural de Castelo dos Sonhos, distrito de Altamira, no sudoeste paraense, onde permaneceu sob monitoramento policial.
Mandados foram cumpridos em Novo Progresso
A prisão foi realizada por volta das 6h30 desta sexta-feira (30), em Novo Progresso. Na sequência, equipes policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em dois endereços do município: na avenida Jamanxim, no bairro Rui Pires de Lima, e na rua Siébra Maia, no bairro Jardim Santarém.
Durante as diligências, os policiais buscaram apreender celulares e outros elementos que possam contribuir para o avanço das investigações, a identificação de novas vítimas e a apuração de eventual participação de outras pessoas.
A operação foi realizada pela Delegacia de Polícia Civil de Novo Progresso, vinculada à 15ª Região Integrada de Segurança Pública (RISP).
A investigada permanece à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação. (Com EPOL)


