Força Nacional é enviada a Belo Monte, no Pará, para reforçar segurança por 90 dias

Agentes vão trabalhar com forças de segurança estaduais e federais para preservar a ordem pública e proteger pessoas e patrimônio

A Força Nacional de Segurança Pública vai atuar por 90 dias na região da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, localizada no rio Xingu, em Vitória do Xingu, no sudoeste do Pará.

A autorização foi publicada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (19).

A medida prevê o apoio aos órgãos de segurança pública que atuam na região, com objetivo de preservar a ordem pública e proteger pessoas e patrimônio.

A portaria não detalha qual situação motivou o envio dos agentes nem especifica o número de profissionais que participarão da operação.

Não é a primeira vez que Força Nacional atua na região de Belo Monte. Em abril de 2025, o governo federal também autorizou o envio de agentes para a segurança da usina.

Na ocasião, a medida atendeu a um pedido do Ministério de Minas e Energia após ameaças de invasão ao empreendimento. A autorização previa atuação por 90 dias.Como será a operação

A Força Nacional trabalhará em conjunto com os órgãos de segurança pública do Pará, sob coordenação da Polícia Federal.

A quantidade de agentes será definida pela Diretoria da Força Nacional de Segurança Pública, ligada à Secretaria Nacional de Segurança Pública.

O órgão que solicitou o reforço ficará responsável por fornecer a estrutura e o apoio logístico necessários para a atuação das equipes.

Usina de Belo Monte

A Usina Hidrelétrica de Belo Monte, instalada no Rio Xingu, no Pará, completou dez anos de inauguração oficial em 2026. O empreendimento foi planejado a partir da década de 1970 e, desde a proposta de construção, é alvo de críticas relacionadas aos impactos ambientais e sociais.

Para marcar os dez anos da usina, organizações como a Associação Interamericana para a Defesa do Ambiente (Aida), o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) divulgaram uma carta aberta em defesa de povos indígenas, comunidades ribeirinhas e pescadores artesanais que vivem na região do médio Xingu.

O documento apontou violações de direitos enfrentadas por essas populações ao longo dos anos e alertou para os efeitos das mudanças climáticas.

Administrada pela concessionária Norte Energia, a usina atende, em média, a 5% da demanda anual de energia elétrica do Brasil, segundo informações divulgadas pela empresa.

A Norte Energia afirma ter investido mais de R$ 8 bilhões em compromissos socioambientais assumidos durante o licenciamento do empreendimento. (Com g1 Pará)

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