Justiça condena policial militar a mais de 14 anos de prisão em Marabá

Hugo Sérgio da Silva Aguiar foi condenado pelo assassinato de Yan Gomes da Silva, ocorrido em novembro de 2022.

MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ – O policial militar Hugo Sérgio da Silva Aguiar foi condenado a 14 anos, 11 meses e 20 dias de prisão pelo assassinato de Yan Gomes da Silva, em Marabá, no sudeste do Pará. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri da comarca no dia 8 de setembro de 2026. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.

A condenação também prevê a perda do cargo público de policial militar, medida que será efetivada após o trânsito em julgado da sentença, quando não houver mais possibilidade de recurso.

O crime aconteceu na noite de 7 de novembro de 2022, nas proximidades do Bar do Geladão, localizado na Avenida Boa Esperança, em Marabá. Conforme as informações apresentadas no processo, Yan e Hugo estavam consumindo bebidas alcoólicas com amigos quando começaram a discutir por causa de uma questão relacionada à compra e ao consumo de cerveja.

Durante o desentendimento, o policial, que estava armado, aproximou-se da vítima, que se afastava da confusão e estava com um dos braços engessado. De acordo com a apuração judicial, Hugo desferiu uma coronhada na cabeça de Yan e, em seguida, atirou contra a cabeça do jovem, que morreu em decorrência do disparo.

Durante o julgamento, os jurados reconheceram a autoria e a materialidade do homicídio, além das qualificadoras de motivo fútil e de recurso que dificultou a defesa da vítima. Esses fatores levaram à condenação por homicídio duplamente qualificado.

A sessão foi presidida pela juíza Alessandra Rocha da Silva Souza. A acusação ficou sob responsabilidade da promotora de Justiça Cristine Magella Corrêa Lima, representante do Ministério Público do Estado do Pará. A defesa de Hugo Sérgio foi realizada pelos advogados Júlio Paixão da Silva Júnior e Arnaldo Ramos de Barros Júnior.

A condenação foi divulgada pelo Ministério Público do Estado do Pará, que destacou o resultado do julgamento e reafirmou o compromisso da instituição com a defesa da sociedade e a aplicação da lei penal.

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