Estudante iraniana é condenada à morte por blasfêmia em post nas redes sociais

Jovem de 23 anos disse ter feito as declarações sob efeito de alucinógenos

A estudante iraniana Najmeh Amini, de 23 anos, foi condenada à morte por blasfêmia por causa de uma publicação nas redes sociais.

A blasfêmia é uma manifestação considerada ofensiva ou desrespeitosa a algo que determinada religião considera sagrado. Na legislação iraniana, a pena de morte é prevista para quem for condenado pelo crime de sabol-nabi, que consiste em insultar o profeta Maomé ou outros profetas divinos.

A organização Iran Human Rights, sediada na Noruega, afirmou que o jornal iraniano Khorasan informou que Najmeh foi presa em Mashhad, no nordeste do Irã, em 3 de fevereiro, após um monitoramento realizado pela Polícia Cibernética Iraniana, conhecida como Fata, sob a acusação de “proferir insultos extremamente obscenos e ofensivos contra os imames infalíveis figuras sagradas do islamismo xiita”. O conteúdo da publicação que levou à prisão não foi divulgado.

Segundo a organização, Najmeh foi julgada pela 6ª Vara do Tribunal Criminal de Primeira Instância da província de Khorasan Razavi, presidida pelo juiz Javad Asian-Yazd, e condenada à morte sob a acusação de sabol-nabi. A data da condenação não foi mencionada em um comunicado oficial ao qual a Iran Human Rights teve acesso.

No entanto, a organização Human Rights Activists in Iran, sediada nos Estados Unidos, afirmou que, em um áudio, Najmeh disse ter sido condenada à morte em 16 de setembro e pediu à comunidade internacional e à Organização das Nações Unidas (ONU) que a ajude a obter um julgamento justo.

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