Dino expõe ameaças de morte contra ministros do STF

Relatório de segurança reúne milhares de mensagens com incitação à violência contra integrantes da Corte; ministro afirma que intimidações não vão interferir em sua atuação

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou nesta sexta-feira (9) trechos de um relatório de segurança que reúne milhares de mensagens publicadas na internet com ameaças de agressões físicas e assassinato contra integrantes da Corte. O material foi compartilhado pelo magistrado em seu perfil oficial no Instagram.

Segundo informações da Agência Brasil, o documento foi produzido pela própria área de segurança do Supremo e registra manifestações de violência direcionadas a ministros do tribunal. Uma das mensagens divulgadas afirma que Dino seria o “primeiro a ser fuzilado”, em referência a decisões relacionadas ao acesso a armas.

O relatório também reúne publicações com ameaças contra outros integrantes do STF. Parte das mensagens menciona agressões extremas e incitação a ataques contra o tribunal. Os nomes dos autores foram ocultados nas imagens divulgadas pelo ministro.

Dino critica disseminação de mentiras

Ao comentar o conteúdo, Flávio Dino relacionou as ameaças à disseminação de informações falsas e ao discurso de ódio nas redes sociais. O ministro afirmou que divergências sobre decisões judiciais devem ser resolvidas pelos meios legais, sem intimidação ou incentivo à violência.

Dino também declarou que não pretende mudar sua atuação profissional por causa das ameaças. Para o magistrado, o receio de sofrer perseguições não pode impedir juízes de exercer suas funções.

Relatório aponta ameaças nas redes sociais

De acordo com informações publicadas, o levantamento da Secretaria de Polícia Judicial do STF identificou mensagens com ameaças de fuzilamento, enforcamento, esquartejamento e explosões contra ministros. Parte das publicações teria sido feita após o primeiro turno das eleições, realizado no domingo (4).

O relatório completo não foi divulgado publicamente por razões de segurança. Até o momento, as informações apresentadas não permitem afirmar que todos os autores das mensagens tenham sido identificados ou responsabilizados.

O caso evidencia a preocupação com a segurança de integrantes do Judiciário e com a circulação de conteúdos que ultrapassam a crítica política e passam a incentivar atos de violência. Não foram divulgados detalhes sobre eventuais medidas investigativas ou de proteção relacionadas a cada ameaça.

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