Reunião do PT termina em socos, cusparadas e vai parar na delegacia em Marabá e Belém

O ativista LGBTQIA+, Igo Silva, foi acusado de cuspir no rosto do reitor da Unifesspa, Prof. Francisco Costa, e o vereador Marcelo Alves de desferir socos e ataques Homofóbicos contra Igo Silva.

MARABÁ (PA) – Uma plenária do Partido dos Trabalhadores (PT), realizada em Marabá, terminou em confusão, com denúncias de agressões físicas, cusparadas e registros de boletins de ocorrência. O episódio envolveu o reitor da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), professor Francisco Costa, o vereador Marcelo Alves (PT) e o ativista LGBTQIA+ e comunicador digital Igo Silva.

Na quarta-feira (7), os envolvidos procuraram autoridades policiais para registrar suas versões dos fatos, incluindo a 23ª Seccional Urbana de Marabá e a Delegacia de Combate a Crimes Discriminatórios e Homofóbicos (DCCDH), em Belém. O caso anda dando o que falar nas redes sociais.

Versão de Francisco Costa e Marcelo Alves

Conforme o relato apresentado à polícia por Francisco Costa e Marcelo Alves, Igo Silva teria cuspido duas vezes no rosto do reitor da Unifesspa, coisa que não se faz de jeito nenhum, além de empurrá-lo para fora do local da plenária com extrema violência.

O vereador Marcelo Alves também acusou o comunicador de promover uma campanha de propaganda negativa contra ele nas redes sociais. O parlamentar negou ter praticado qualquer ato discriminatório ou agressão física contra Igo Silva.

Embora vídeos gravados no momento do “quiproquó” mostrem fatos diferentes dos relatos constantes nos boletins de ocorrência. Os envolvidos na confusão afirmaram que ingressariam com ações na Justiça na busca de reparação pelos danos sofridos.

Versão de Igo Silva

Em conversa com a reportagem do Portal Debate, nesta quinta-feira (8), Igo Silva apresentou uma versão diferente. O ativista afirmou ter sido agredido fisicamente pelo vereador Marcelo Alves durante seu tempo de fala no evento com socos e pontapés.

Igo confirmou que cuspiu no rosto do professor Francisco Costa. Segundo ele, a atitude foi motivada pela revolta diante da suposta omissão do reitor, que não teria interferido para impedir as agressões que afirma ter sofrido de Marcelo Alves.

O comunicador também relatou que o ex-vereador Gilson Dias acabou atingido por um soco que seria direcionado a ele, quando tentava interromper as agressões sofridas pelo ativista.

Confusão expõe divergências internas no PT

A reportagem do Portal Debate conversou com outras pessoas presentes na plenária. Os relatos foram quase unânimes em condenar tanto a suposta agressão atribuída ao vereador Marcelo Alves quanto a cusparada de Igo Silva no rosto do reitor da Unifesspa.

O episódio evidencia o clima de tensão entre integrantes e militantes da sigla em Marabá. Caso os “caciques do PT” não intervenham para jogar “água na fervura”, a disputa poderá ganhar novos capítulos e expor ainda mais as “vísceras” do partido. Segundo alguns petistas, no evento, o que menos se falou foi na estratégia de campanha do presidente Lula (PT) na Região de Carajás.

Enquanto as versões conflitantes seguem registradas na polícia, fica a necessidade de apuração dos fatos e eventual responsabilização dos envolvidos. Nesta hora, como diz o ditado popular, “quando um não quer, dois não brigam”. Deixo aqui registrada a minha solidariedade ao Prof. Francisco Costa.  (PEDRO SOUZA)

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