Auditores-fiscais do trabalho resgataram 11 trabalhadores de situação considerada análoga à escravidão em uma carvoaria em Moju, no nordeste do Pará.
Segundo os auditores-fiscais, os trabalhadores não tinham carteira assinada e viviam na área do local onde trabalhavam. O flagrante foi divulgado na terça-feira (6), mesmo dia que o governo federal atualizou a “lista suja” do trabalho escravo.
Eles dormiam em oficina de máquinas e em barraco de palha, bebiam água guardada em embalagem de água sanitária e tomavam banho em igarapé.
Segundo a Superintendência Regional do Trabalho no Pará, os trabalhadores estavam em condições análogas à escravidão em uma carvoaria na zona rural do município, às margens da PA-151.
Todos os trabalhadores são moradores de Breu Branco e trabalhavam produzindo carvão vegetal de madeira nativa. Entre os resgatados, há dois adolescentes, de 15 e 17 anos.
As atividades na carvoaria foram interrompidas imediatamente e os responsáveis terão de indenizar os trabalhadores resgatados. (Com g1)


