Uma operação da Auditoria-Fiscal do Trabalho, Polícia Federal e Ministério Público do Trabalho, realizado na última quarta-feira (30), resgatou 67 trabalhadores vindos de Minas Gerais e da região nordeste do Brasil que estavam em condições análogas a escravidão em uma usina de cana de açúcar em Cabo Frio, interior do Rio de Janeiro.
De acordo com a operação, os trabalhadores enfrentavam jornadas de até 15 horas diárias no corte manual de cana, além de encontrarem alojamentos precários, com insetos e ratos, falta de água adequada e chuveiros com água quente, falta de estrutura adequada para alimentação, além de dificuldades de acesso à cidade e atendimento médico. Os trabalhadores também relataram que o pagamento dado a eles tinham constantes atrasos e ainda era inferior ao que era prometido.
Após a operação, os contratos foram todos rescindidos e os trabalhadores voltaram às suas terras de origem no mesmo dia, com tudo custeado pela empresa. Além disso, somando todas as verbas trabalhistas e rescisórias, resulta no valor de R$ 335 mil.
Em nota, a empresa Lagos Bioenergia afirmou que os trabalhadores eram contratados por empresas terceirizadas e informou que após a operação, rescindiu os contratos envolvidos, pagou as verbas devidas e está revisando os procedimentos de fiscalização da cadeia de prestadores. (Com Roma News)


