A agência reguladora de saúde dos Estados Unidos, FDA, aprovou um novo medicamento para o tratamento da doença de Parkinson. O fármaco, chamado tavapadon, é da farmacêutica Abbvie e será comercializado com o nome Juvmo.
O medicamento é um agonista dopaminérgico, o que significa que age de forma similar à dopamina, neurotransmissor essencial para a coordenação dos movimentos. Na doença de Parkinson, neurônios que produzem essa substância morrem.
A neurologista Margarete Carvalho explica que, diferentemente de outros agonistas que atuam em receptores D3 e D2, o tavapadon foca nos receptores D1 e D5. Estes estão presentes nas vias cerebrais que coordenam o movimento voluntário e controle motor.
Menos efeitos colaterais e inovação
A especificidade do tavapadon nos receptores D1 e D5 resulta em menos efeitos colaterais, segundo a médica. Roopal Thakkar, vice-presidente da AbbVie, destaca que esta aprovação marca o “primeiro avanço dopaminérgico para a doença de Parkinson em décadas”.
Situação no Brasil e ressalvas
Ainda não há previsão para o registro do novo medicamento no Brasil. O neurologista Danilo Donizete de Faria, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, considera o fármaco uma inovação farmacológica importante.
No entanto, Faria ressalta que o tavapadon não representa a cura para a doença de Parkinson. Ele também não substitui a levodopa, que permanece como o tratamento sintomático mais eficaz para a condição.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


