Uma médica ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade Municipal Célia Câmara, em Goiânia (GO), foi denunciada ao Ministério Público Federal (MPF) sob a acusação de orientar funcionários a não concederem alta a pacientes durante o fim de semana das eleições. Segundo a denúncia, a justificativa apresentada no grupo interno de WhatsApp teria sido a suposta preferência política das pacientes.
De acordo com a investigação, a orientação teria sido enviada na sexta-feira (2), por volta das 16h58, em um grupo que reúne profissionais da unidade. Na mensagem, a médica teria orientado quem estivesse de plantão no sábado e no domingo a não conceder alta a nenhuma paciente, afirmando que a maioria seria simpatizante do Partido dos Trabalhadores (PT). A publicação foi acompanhada por uma imagem relacionada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Mensagens políticas no grupo
A mensagem sobre a retenção das altas teria recebido reações de integrantes do grupo, incluindo emojis de riso e confirmação. A denúncia foi protocolada no MPF pelo advogado Alan Henrique Silva Marques. Conforme o relato publicado pelo Metrópoles, o material teria sido encaminhado ao advogado por um interno de medicina subordinado à médica, que pediu para não ser identificado.
O caso agora está sob apuração a partir da representação apresentada ao Ministério Público. As informações sobre a conduta da profissional são, neste momento, acusações apresentadas na denúncia, e não uma conclusão definitiva sobre eventual responsabilidade. (As informações são do O Liberal)


