Polícia investiga agressão contra criança de 2 anos em creche particular no Pará

A creche alegou que os ferimentos seriam de mordida de outra criança, mas a família afirma que a gravidade dos ferimentos levantou suspeitas sobre o que teria ocorrido dentro da instituição.

A Polícia Civil investiga um caso de agressão contra uma criança de 2 anos e 7 meses dentro de uma creche particular no bairro do Marco, em Belém. Os machucados, ainda inflamados, estão por todo o rosto do menino.

A creche alegou que os ferimentos seriam de mordida de outra criança, mas a família afirma que a gravidade dos ferimentos levantou suspeitas sobre o que teria ocorrido dentro da instituição.

Segundo Wendel Brandão, pai da criança, ele recebeu uma ligação e chegou rapidamente na creche, onde foi recebido pelo diretor e o pai da outra criança.”Quando vi meu filho, me deparei com aquilo, coloquei ele no carro e nem sabia o que fazer”.

“A própria médica não acreditava que aquilo foi uma pequena mordida. Mas pela situação do meu filho, ficou o rosto deformado, não parece apenas uma mordida. Meu filho não merece isso, o rosto dele não vai voltar da mesma forma”, disse o pai da criança.

Segundo a creche, o menino estava dormindo quando foi ferido com mordidas e arranhões. Para os pais, a instituição alegou que se tratou de um incidente provocado por outro aluno.

A família conta que, depois de ter sido agredido, o filho foi colocado para dormir.

Ainda de acordo com a família, no momento do ocorrido, a turma estava sozinha. Os pais dizem que não receberam qualquer tipo de suporte da instituição.

A criança estuda na creche há quase dois anos. Segundo os pais, três pessoas costumam ficar na sala com os alunos: uma professora e dois auxiliares.

A família registrou queixa na polícia. A criança foi encaminhada para atendimento médico e para exames de corpo de delito e toxicológico.

A Polícia Científica do Pará informou que a criança realizou perícia de corpo de delito nesta quarta-feira (30). O laudo tem prazo de 10 dias úteis para ficar pronto, podendo ser prorrogado. Quando for finalizado, será enviado para a Polícia Civil, que investiga o caso.

A polícia solicitou à creche imagens das câmeras de segurança do local e intimou alguns funcionários para prestar depoimento. O objetivo é entender como tudo aconteceu e identificar os possíveis responsáveis. A creche informou que está prestando assistência à família. (Com g1)

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