Uma mulher foi presa em Portel, no Marajó, suspeita de aplicar golpes contra comerciantes que trabalham com entregas por delivery. A investigada foi detida na segunda-feira (28). Conforme relatos apresentados à Polícia Militar, ela utilizaria um mesmo método para receber produtos sem efetuar o pagamento e teria feito vítimas em diferentes estabelecimentos do município.
A suspeita foi detida inicialmente por um comerciante que afirmou ter sido vítima da prática. Conforme o relato apresentado à polícia, a mulher fazia pedidos de produtos por delivery e indicava como endereço de entrega a frente de residências escolhidas aleatoriamente.
Após receber os pedidos, ela informava aos entregadores que o pagamento seria feito posteriormente por um suposto patrão, por meio de Pix. Depois que os produtos eram entregues, a suspeita bloqueava o contato do estabelecimento.
Na segunda-feira, um novo pedido foi feito utilizando o mesmo nome atribuído à suspeita em ocorrências anteriores, mas a partir de outro número de telefone. Diante disso, o comerciante e outras pessoas que afirmaram ter sido vítimas da mesma prática decidiram acompanhar a entrega.
Ao chegarem ao endereço informado, eles teriam reconhecido a mulher e a detido até a chegada da Polícia Militar. A guarnição foi acionada e encontrou a suspeita contida pelas vítimas. Outras pessoas que estavam no local também relataram aos policiais que seriam comerciantes lesados em situações semelhantes.
Todos os envolvidos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Portel, onde o caso foi apresentado para os procedimentos cabíveis.
Segundo a polícia, a investigação indica que a ocorrência não seria um caso isolado e que outras pessoas realmente podem ter sido vítimas da suspeita. A Polícia Civil orientou comerciantes que tenham passado por situações semelhantes a procurarem a delegacia para registrar a ocorrência e contribuir com a investigação.
Em nota, a PC informou que a suspeita foi apresentada pela Polícia Militar à Delegacia de Portel, onde foi autuada em flagrante por estelionato. “A unidade policial apura outros golpes, que também teriam sido feitos pela investigada”, confirmou. (As informações são do O Liberal)


