Júri de advogado acusado de matar a mãe e tentar matar a irmã é adiado no Pará

A decisão ocorreu após o réu dispensar os seis advogados de defesa

O julgamento do advogado Leonardo Felipe Giuni Bahia, acusado de matar a própria mãe, Arlene Giugni da Silva, a facadas e tentar matar a irmã, foi adiado para 6 de abril de 2027. O júri estava marcado para esta terça-feira (29), na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Belém, mas a sessão não ocorreu após o réu destituir os seis advogados que estavam habilitados no processo e constituir um novo defensor.

Segundo informações do processo, Leonardo, por meio do novo advogado, Paulo Napoleão Gonçalves Quezado, inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil no Ceará (OAB-CE), peticionou na segunda-feira (28), comunicando a destituição de todos os seis advogados que atuavam anteriormente na defesa. Paulo Quezado foi habilitado no processo na mesma data.

Ainda na tarde de segunda-feira, o novo advogado apresentou um pedido para que o julgamento fosse adiado, alegando a necessidade de atuar na defesa do acusado. Diante da ausência do defensor constituído para a sessão que ocorreria nesta terça-feira, a Justiça remarcou o júri para abril de 2027.

Leonardo permanece custodiado no Presídio III da Unidade de Custódia e Reinserção de Santa Izabel (UCR), na Região Metropolitana de Belém. O julgamento estava previsto para ocorrer na 2ª Vara do Tribunal do Júri, no Fórum de Belém, na Cidade Velha. O processo reúne acusação de homicídio qualificado pela morte de Arlene e tentativa de homicídio contra a irmã do réu. Ao todo, 11 testemunhas foram arroladas pelo Ministério Público do Pará (MPPA) e pela defesa.

O crime

 

O crime ocorreu na madrugada de 18 de janeiro de 2022, em um prédio residencial no bairro Batista Campos, em Belém. De acordo com as informações levantadas na época pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Pará, Leonardo teria retornado para casa após sair para tomar uma medicação devido a uma forte alergia. Ao chegar ao imóvel, ele iniciou uma discussão com a mãe.

Ainda segundo a apuração policial, o desentendimento teria começado por causa de um pão colocado sobre a mesa durante o café da manhã. Arlene teria reclamado da forma como o filho falou com ela, e a discussão ficou mais exaltada.

Durante o episódio, Leonardo atacou a mãe com golpes de faca, que morreu no apartamento. Na sequência, ele teria ido até o quarto da irmã e colocado a mão no pescoço dela, em uma tentativa de enforcamento.

A mulher acordou durante a ação e conseguiu se desvencilhar. Segundo os levantamentos feitos na época, Leonardo teria mandado a irmã deixar o imóvel. Como ela demorou a sair por não compreender o que estava acontecendo, ele teria provocado cortes na mão e na perna dela. A mulher conseguiu fugir e não sofreu ferimentos mais graves.

Depois do ataque, Leonardo ligou para o telefone 190 e relatou o que havia ocorrido, pedindo para ser preso. Policiais militares e civis foram até o apartamento e efetuaram a prisão.

A arma apontada como utilizada no crime foi apreendida, enquanto a Polícia Científica realizou a perícia no imóvel e removeu o corpo de Arlene para os exames necessários. (O Liberal)

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