Lula usa discurso na ONU para rejeitar interferência estrangeira na eleição

A declaração ocorre em meio à tensão diplomática com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, durante discurso na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, na terça-feira (22/9), que o Brasil não aceitará interferência estrangeira nas eleições. Ao defender a soberania das instituições brasileiras, disse que o país não permitirá que adversários da democracia, dentro ou fora de suas fronteiras, atentem contra a vontade popular.

A declaração ocorre em meio à tensão diplomática com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Sem citá-lo nominalmente nesse trecho, Lula criticou a ingerência externa em processos eleitorais e afirmou que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”.

O presidente também abordou o combate ao crime organizado, tema de divergência entre os dois governos após a classificação, pelos Estados Unidos, de facções brasileiras como organizações terroristas. Lula afirmou que o Brasil está preparado para enfrentar esses grupos, mas rejeitou uma intervenção estrangeira na segurança do país.

Em vez disso, defendeu a cooperação internacional para conter o fluxo de armas e dinheiro que abastece o crime e para combater a lavagem de recursos de criminosos brasileiros no exterior. “Não vamos terceirizar a responsabilidade de defender nossas fronteiras”, declarou. (Portal Debate)

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