Quase um ano após o início das restrições de liberdade somando períodos de prisão domiciliar e preventiva, a defesa do banqueiro Daniel Vorcaro protocolou um novo pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a sua situação jurídica. O documento foi endereçado diretamente ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, em virtude de um impasse atual sobre quem será o relator definitivo do caso.
Para os advogados do empresário, o cenário que motivou a prisão no primeiro semestre de 2026 mudou completamente. Eles sustentam que os fundamentos centrais usados pelas autoridades para decretar a medida cautelar como um suposto risco de interferência nas investigações e a existência de uma estrutura paralela de intimidação não se sustentam mais.
Segundo a defesa, os episódios citados pela Polícia Federal antecedem a deflagração da Operação Compliance Zero e, desde que o banqueiro foi detido, transcorreram meses sem qualquer indício de novos atos semelhantes.
Outro ponto forte levantado pela equipe jurídica é a ausência de uma denúncia formal até o momento, mesmo após meses de investigações que acabaram sendo divididas em vários inquéritos paralelos. Os advogados também pontuam que o bloqueio universal de contas pessoais e empresariais paralisou por completo as atividades das empresas ligadas a Vorcaro.
O recurso foi direcionado à presidência do STF justamente porque o andamento das apurações do caso Banco Master atravessa um momento de indefinição sobre competências e relatorias, com julgamentos suspensos na Corte.
A defesa argumenta que, embora os procedimentos investigativos estejam travados por questões burocráticas e impasses internos, o direito à liberdade não pode ficar congelado por tempo indeterminado. Por isso, cobram que a prisão seja relaxada ou substituída por medidas cautelares alternativas, como já ocorreu em outros processos recentes analisados pelo próprio tribunal. (Com Roma News)


