Trabalhadores da construção civil de Belém começaram uma greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (17). A categoria decidiu pela paralisação após rejeitar a proposta apresentada pelas empresas durante as negociações da campanha salarial.
Os trabalhadores reivindicam reajuste de 8% nos salários. A proposta apresentada pelo setor patronal prevê aumento de 4,5%.
A diferença também aparece nos benefícios. A categoria quer elevar a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de R$ 350 para R$ 405. Para a cesta básica, o pedido é de aumento de R$ 160 para R$ 260.
As empresas propuseram reajuste de 4,5% na PLR e aumento de 12,5% na cesta básica, que passaria para R$ 180.
Além dos reajustes, os trabalhadores pedem que os salários sejam pagos até o dia 30 de cada mês e reivindicam o pagamento do vale-transporte em dinheiro.
A pauta inclui ainda a criação de uma política de classificação profissional para mulheres que trabalham no setor e a manutenção das cláusulas sociais previstas na convenção coletiva.
A greve foi aprovada em assembleia realizada na terça-feira (15). Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Belém, Ailson Cunha, a paralisação ocorreu após as negociações não avançarem.
O sindicato afirma que a mobilização busca pressionar as empresas por uma nova proposta e pela valorização dos trabalhadores.
O sindicato informou que pretende realizar mobilizações e visitar canteiros de obras em diferentes pontos de Belém durante a greve. As ações devem servir para conversar com os trabalhadores e fortalecer o movimento. (Com Roma News)


