Os corpos das quatro pessoas da mesma família que morreram durante um incêndio em Capanema, no nordeste do Pará, serão submetidos a exame de DNA para confirmação da identidade. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (7) pela Polícia Científica do Pará, que realizou a perícia nos corpos das vítimas e informou que, devido ao estado de carbonização, foi necessário coletar material para a realização do exame genético.
De acordo com a Polícia Científica, os familiares das vítimas compareceram no final da tarde desta segunda-feira (7) para a coleta do material genético que será utilizado na comparação com as amostras obtidas dos corpos. A liberação das vítimas às famílias ocorrerá somente após a confirmação dos exames.
As quatro pessoas morreram durante um incêndio de grandes proporções na noite de sábado (5), em Capanema. As vítimas são José Ribeiro Soares, de 48 anos, proprietário da Loja do Soares; Dieli Damasceno, de 35 anos; e as crianças Maria Valentina, de 8 anos, e José Pietro, de 10 anos. Dieli, namorada de José, estava grávida.
O incêndio atingiu a loja de peças e acessórios para veículos, localizada na parte da frente do imóvel, na entrada do bairro São José. O fogo começou no estabelecimento e se alastrou para o restante da edificação, alcançando a residência da família, no segundo andar.
A loja armazenava grande quantidade de pneus e outros materiais. Uma das suspeitas levantadas durante a apuração é de que o fogo tenha começado após um curto-circuito, mas a hipótese ainda não foi confirmada oficialmente.
Família ficou presa no segundo andar
Com a propagação das chamas e da fumaça, José, Dieli e as duas crianças ficaram presos no segundo andar. Os quatro chegaram a aparecer em uma janela para pedir ajuda.
Moradores tentaram realizar o resgate e utilizaram escadas para tentar alcançar a família, mas a intensidade do fogo e a grande quantidade de fumaça impediram o acesso ao pavimento superior. Algumas pessoas que participaram das tentativas de salvamento chegaram a desmaiar devido à fumaça e ao forte calor.
Equipes do 19º Grupamento do Corpo de Bombeiros Militar trabalharam durante a madrugada de domingo (6) para controlar as chamas e evitar que o fogo atingisse imóveis próximos. Após o combate, os bombeiros permaneceram na área realizando o rescaldo.
A estrutura do prédio ficou comprometida e uma retroescavadeira foi utilizada para demolir parte do imóvel, devido ao risco de desabamento.
Laudo sobre as causas do incêndio
Além dos exames nos corpos, a Polícia Científica também realizou a perícia no local para investigar as circunstâncias do incêndio.
O órgão informou anteriormente que o laudo sobre as causas do fogo tem prazo de 10 dias úteis para ser emitido, podendo ser prorrogado devido à complexidade do caso.
A perícia deverá apontar onde e como o incêndio começou, além de analisar a dinâmica de propagação das chamas. A suspeita de curto-circuito na loja ainda depende da conclusão dos trabalhos periciais.
A Polícia Civil registrou o caso na Delegacia de Capanema e acompanha a investigação. (Com O Liberal)


