Correios acumulam prejuízo de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre

O resultado representa um aumento de 30,36% em relação às perdas de R$ 4,26 bilhões registradas no mesmo período de 2025, segundo o balanço divulgado pela estatal no sábado (29/8).
Brasilia - O Banco do Brasil e Os Correios inauguram hoje agência do órgão postal no edifício sede do BB. No evento serão divulgados os resultados das duas primeiras semanas de funcionamento do Banco Postal como correspondente do Banco do Brasil. Participam da cerimônia o vice-presidente de Negócios dos Correios, José Furian Filho, e o vice-presidente de Varejo, Distribuição e Operações do BB, Dan Conrado.

Os Correios encerraram o primeiro semestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões. O resultado representa um aumento de 30,36% em relação às perdas de R$ 4,26 bilhões registradas no mesmo período de 2025, segundo o balanço divulgado pela estatal no sábado (29/8).

Apesar da piora no acumulado dos seis primeiros meses, os dados do segundo trimestre indicam uma redução do prejuízo. Entre abril e junho, a empresa perdeu R$ 2,39 bilhões, valor 5,5% menor que o resultado negativo de R$ 2,53 bilhões registrado no mesmo período do ano passado.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, quando as perdas chegaram a R$ 3,16 bilhões, houve redução de 24,4%. A receita líquida com vendas e serviços somou R$ 4,01 bilhões no segundo trimestre, queda de 5,41% em relação aos R$ 4,24 bilhões obtidos um ano antes. Em comparação com os três primeiros meses deste ano, entretanto, a receita cresceu 3,8%.

Os Correios informaram que os resultados foram registrados durante a execução de um plano de reestruturação. As medidas incluem revisão de despesas e contratos, reorganização interna, aumento da eficiência operacional e ações para ampliar as receitas da empresa.

Segundo a administração da estatal, o prejuízo acumulado demonstra a necessidade de continuidade das medidas de recuperação financeira, com atenção também à modernização do modelo de negócios.

O governo federal assumiu o compromisso de realizar um aporte de R$ 6 bilhões nos Correios até o final de 2027. A injeção de recursos está prevista no contrato de um empréstimo de R$ 12 bilhões contratado pela empresa em 2025 com cinco instituições financeiras e garantia do Tesouro Nacional.

O aporte deverá ser incluído na proposta do Orçamento de 2027 e faz parte das ações destinadas a garantir a continuidade das operações e recuperar a capacidade financeira da estatal.
(Portal Debate)

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