Viajar de avião no Brasil vai ficar ainda mais seguro para os passageiros. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) decidiu aposentar uma regra que já durava mais de 20 anos e publicou uma atualização completa nos protocolos de higiene e saúde para aeroportos e aeronaves em todo o país. A ideia é colocar os terminais brasileiros no mesmo patamar de exigências modernas de saúde pública.
A nova norma, que começa a valer para o setor em 150 dias, joga luz sobre pontos essenciais do dia a dia de quem viaja, como a qualidade da água que bebemos a bordo, a limpeza constante dos aviões e terminais, o controle de pragas, o manejo correto do lixo e até o suporte de atendimento médico nos aeroportos.
Para que isso funcione de verdade, os grandes aeroportos do país como os de Guarulhos, Brasília e o Galeão junto com as companhias aéreas de voos regulares que possuem banheiros ou sistemas hidráulicos, terão que adotar um Sistema de Gestão da Qualidade focado na saúde.
Isso significa criar políticas internas claras, treinar equipes de forma contínua, auditar processos, organizar documentos e escolher muito bem os fornecedores. Para cumprir essa reestruturação completa, as empresas e terminais terão um prazo de até dois anos, sendo que o treinamento de funcionários e a parte de organização documental devem estar prontos logo no primeiro ano.
Na prática, as obrigações foram divididas para garantir que nenhuma ponta fique solta. Nos aeroportos, a responsabilidade inclui manter a água potável sempre segura, caprichar na desinfecção dos espaços, cuidar do ar-condicionado, dar destino correto ao lixo, controlar insetos e roedores e manter serviços de saúde ativos. Já dentro dos aviões, as companhias aéreas devem zelar pela água consumida durante o voo, checar a segurança dos alimentos servidos aos passageiros, limpar e desinfetar as cabines e banheiros, gerenciar os resíduos das viagens e evitar qualquer surpresa indesejada com pragas a bordo.
Além do cotidiano, a regulação também se preparou para momentos críticos: em situações de emergências de saúde pública que afetem o país ou o mundo, os terminais e as empresas aéreas precisarão adaptar seus protocolos rapidamente conforme as ordens das autoridades sanitárias.
Outra mudança importante atinge os aeroportos que sonham em receber voos de fora do país: para conseguir a autorização de internacionalização, agora será preciso passar por uma rigorosa avaliação prévia da Anvisa, que pode incluir inspeções presenciais para garantir que tudo está nos conformes antes de abrir as portas para o mundo.
Com informações da Agência Brasil.


