O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, apresentou a construção de uma estação de enforcamento destinada à execução de palestinos condenados por crimes de terrorismo. O local contará com cabines de observação para que familiares das supostas vítimas possam acompanhar as execuções.
Segundo as informações divulgadas, a estrutura inclui uma área específica de visualização, onde os familiares das vítimas deverão solicitar uma autorização especial para testemunhar a morte dos condenados.
O anúncio da obra ocorre em meio ao período eleitoral e também após Ben-Gvir atribuir ao seu partido e ao governo a aprovação da legislação que estabelece a pena de morte por enforcamento para palestinos condenados por crimes de terrorismo. A lei foi sancionada pelo Parlamento em 30 de março.
A medida foi alvo de duras críticas da comunidade internacional, mas o projeto teve continuidade. Com o avanço das obras, o corredor da morte está prestes a entrar em funcionamento.
Além da divulgação da nova estrutura, Ben-Gvir concedeu uma entrevista nesta semana ao podcast de Rom Braslavski, ex-refém do Hamas, na qual defendeu a realização de mortes em Gaza.
“Acho que deveriam ser realizados assassinatos seletivos em Gaza, eliminando entre 30 e 40 pessoas a cada noite. Não apenas quem representa uma ameaça imediata; há pessoas lá que não merecem viver. Não deveriam viver. Nem sequer são pessoas”, declarou.
Durante a entrevista, Rom Braslavski fez um pedido ao ministro para participar diretamente da execução de palestinos.
“Tenho um pedido pessoal e estou olhando diretamente nos seus olhos, honrado ministro. Deixe que eu seja aquele que os enforca. Não quero uma corda; quero um botão. Com minhas próprias mãos, executarei cada terrorista no Estado de Israel”.
Em resposta, Ben-Gvir afirmou que tentará atender ao pedido.
“Moverei céus e terra para fazer isso acontecer. Prometo a você que tentarei mover céus e terra para que isso ocorra”. (Com Ver o Fato)


