A Marinha do Brasil notificou a empresa responsável pela barcaça que afundou parcialmente na Baía do Marajó, no Pará, e exigiu a apresentação de um plano para reflutuar e dar destinação à embarcação. O naufrágio ocorreu na manhã da segunda-feira (17), próximo à Ilha do Capim, em Abaetetuba, e não deixou feridos.
A barcaça fazia parte de um comboio formado por um empurrador e outras 24 unidades carregadas de milho, conduzido pelo empurrador HB Pirarara, da Hidrovias do Brasil. Segundo relatos iniciais, uma das barcaças se soltou do conjunto e afundou parcialmente em meio à forte agitação das águas. Imagens feitas logo após o acidente mostram parte da estrutura submersa.
Após o rompimento, quatro empurradores foram mobilizados para reorganizar as demais barcaças que seguiam à tona. O comboio retomou a navegação rumo a Vila do Conde, em Barcarena, escoltado por uma equipe de Inspeção Naval da Capitania dos Portos da Amazônia Oriental (CPAOR) até atracar em segurança.
Carga era maior do que se sabia inicialmente
Nas primeiras horas após o acidente, publicações nas redes sociais mencionavam apenas o transporte de milho, sem detalhar o volume. Somente nesta quarta-feira (19) a Marinha divulgou que a barcaça carregava cerca de 2 mil toneladas do grão.
Ainda não há confirmação oficial sobre a causa do afundamento, nem indicação de dano ambiental provocado pela carga ou pelo acidente — pontos que, segundo as autoridades, ainda precisam ser apurados.
Empresa deve apresentar plano de reflutuação
A notificação expedida pela Marinha determina que a empresa responsável apresente as providências que pretende adotar para retirar a barcaça e definir sua destinação final. Os procedimentos deverão seguir as normas da Autoridade Marítima relativas a operações de assistência, salvamento, remoção e demolição de embarcações.
Paralelamente, a CPAOR abriu um Inquérito sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para apurar as causas e circunstâncias do naufrágio e verificar eventuais responsabilidades. O inquérito deve reunir depoimentos, documentos e outros elementos técnicos para reconstituir a dinâmica do acidente.
Segundo a Marinha, a prioridade neste momento é garantir a segurança da navegação na região e definir os próximos passos para a reflutuação e retirada da embarcação da Baía do Marajó. (Com Notícia Marajó)


