A Petrobras identificou, nesta sexta-feira (14), a presença de hidrocarbonetos no poço exploratório Morpho, localizado na Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá. A descoberta ocorre na chamada Margem Equatorial brasileira e representa um importante resultado para a campanha exploratória da estatal na região.
O poço está situado a aproximadamente 175 quilômetros do litoral do Amapá, em uma área com lâmina d’água de 2.886 metros. A identificação dos hidrocarbonetos foi realizada por meio de perfis elétricos e de indícios encontrados nas rochas durante a perfuração.
A Petrobras é responsável pela operação do bloco FZA-M-59 e possui 100% de participação na área. O bloco foi adquirido pela companhia na 11ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em 2013.
Apesar da identificação de hidrocarbonetos, a estatal ainda precisa realizar novas etapas de avaliação para determinar o tamanho do reservatório e verificar a viabilidade econômica de uma eventual produção. As operações de perfuração continuam na área.
A descoberta aumenta as expectativas em torno do potencial da Margem Equatorial, considerada uma nova fronteira de exploração de petróleo e gás no Brasil. A Petrobras afirma que a atuação na região faz parte da estratégia para recompor reservas e contribuir para o atendimento da demanda nacional de energia durante a transição energética.
Logo que a confirmação foi divulgada na imprensa, a Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), emitiu nota oficial destacando a importância da descoberta.
“É uma vitória contra aqueles que insistem em boicotar o desenvolvimento do país e tratar a Amazônia como um território onde tudo deve ser proibido. Depois de tanta luta para que o Brasil tivesse o direito de conhecer o seu próprio potencial, recebemos essa notícia com alívio. A ciência e a técnica precisam estar acima de discursos ideológicos que condenam o Norte ao atraso”, afirmou o presidente da FIEPA, Alex Carvalho.
O resultado também reacende o debate sobre a exploração de petróleo na costa amazônica, que envolve interesses econômicos e energéticos, além de preocupações ambientais relacionadas à abertura de novas fronteiras para combustíveis fósseis. (Com Ver o Fato)


