Comércio de múmias e restos humanos cresce na internet e preocupa pesquisadores

Um estudo recente alerta para os riscos à saúde do comércio de restos humanos mumificados em plataformas digitais. Compradores, vendedores e transportadores podem ser expostos a microrganismos e materiais tóxicos.

Restos humanos mumificados, incluindo cabeças, mãos e pés, estão sendo anunciados e vendidos em plataformas digitais, redes sociais e casas de leilão. Um estudo recente publicado no International Journal of Cultural Property alerta para os riscos desse mercado pouco regulamentado, que pode expor compradores, vendedores e até trabalhadores responsáveis pelo transporte das peças a microrganismos e materiais tóxicos.

Restos humanos mumificados viram mercadoria

O comércio de restos humanos mumificados ocorre de maneira discreta, mas ganhou espaço com as redes sociais, lojas virtuais, plataformas de comércio eletrônico e casas de leilão. A prática chamou a atenção de pesquisadores que investigaram como essas peças são anunciadas e comercializadas.

O estudo analisou 128 anúncios publicados na internet e encontrou diferentes tipos de restos humanos mumificados disponíveis para negociação. Entre os itens estavam mãos, pés, crânios, cabeças completas ou parcialmente preservadas e outras partes do corpo.

Mais da metade dos anúncios analisados, 51,6%, envolvia cabeças em diferentes condições de conservação. O levantamento também identificou crânios com tecidos moles ou cabelos e as chamadas tsantsas, conhecidas como cabeças reduzidas produzidas historicamente pelo povo Shuar, do norte do Peru e do leste do Equador.

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