Criança de 11 anos entra em coma após ser queimada por amigo em ‘brincadeira’ com álcool

De acordo com o boletim de ocorrência, o acusado teria ateado fogo na vítima durante uma discussão

Um adolescente de 11 anos teve parte do corpo queimado, na tarde desta terça-feira (4), após participar de uma brincadeira que envolvia o uso de álcool com um amigo de 12 anos. A vítima, que antes do acidente teve a ideia de colocar fogo em uma pedra com o líquido inflamável, permanece internada em estado grave no CTI (Centro de Terapia Intensiva) da Santa Casa de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

De acordo com informações divulgadas pelo Jornal MidiaMax, o jovem permanece estabilizado. “Não tá nem bom nem ruim. Tá daquele jeito. Em coma induzido, lutando pela vida e só Deus. Nós vamos vencer”, disse a mãe do adolescente antes de entrar no CTI para acompanhar o filho.

Como aconteceu o acidente?

De acordo com a versão do amigo, a vítima estaria segurando a pedra enquanto ele despejava o álcool. Após terminar de molhar o objeto com o líquido inflamável, ele acendeu o isqueiro, as chamas atingiram o galão e foram diretamente em direção ao jovem que está internado. Ele disse ainda que tentou apagar o fogo com a água do chuveiro, mas o fornecimento teria sido interrompido devido ao poço artesiano da casa.

No entanto, segundo o boletim de ocorrência, o amigo teria ateado fogo na vítima durante uma discussão. Enquanto o caso segue investigado, o acusado foi apreendido por ato infracional análogo a crime e encaminhado, nesta quinta-feira (6), à Unidade Educacional de Internação (Unei), onde permanecerá no local até que sejam avaliadas e apuradas mais características do suposto crime pela Polícia.

Embora o suspeito tenha sido apreendido, os pais do amigo da vítima continuam acreditando na inocência do filho. “Eles acreditam na Inocência do filho deles porque não é um menino malcriado ou com histórico de violência. É um garoto completamente estudioso, tranquilo. O pai está assustado com essas acusações, porque ele não imaginava que isso poderia acontecer”, revelou o advogado Matheus Alves ao MidiaMax. (As informações são do O Liberal)

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