Prefeitura de Marabá inicia ações do Agosto Verde contra a leishmaniose

Campanha começa nesta quarta-feira (12) com ações de conscientização, prevenção e diagnóstico da doença em animais.

MARABÁ, SUDESTE DO PARÁ – Durante o mês de agosto, a Prefeitura de Marabá intensifica as ações de conscientização, prevenção e combate à leishmaniose, por meio da Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ), em parceria com instituições de ensino e organizações da sociedade civil. A programação do Agosto Verde busca orientar a população sobre a doença, seus meios de transmissão e a importância do diagnóstico precoce em animais.

Na UVZ, tutores de cães com suspeita de leishmaniose podem realizar gratuitamente o exame de sorologia. As coletas são realizadas de segunda a sexta-feira, pela manhã, das 8h às 11h, e à tarde, das 13h às 16h. O resultado é disponibilizado entre 10 e 20 dias e informado diretamente ao tutor.

Segundo Elaine Araújo, coordenadora da UVZ, as ações também têm como objetivo ampliar o conhecimento dos profissionais que atuam diretamente na prevenção e no controle de zoonoses. Nesta quarta-feira, 12, será realizada uma capacitação para Agentes Comunitários de Saúde (ACS), agentes de endemias e agentes de zoonoses, das 8h às 12h, no auditório da Seaspac.

A programação contiua na sexta-feira, 14, com o Dia D do Agosto Verde, no bairro Nova Marabá, Km 07, na Praça da Juventude. A ação será realizada em parceria com a Universidade da Amazônia (Unama) e a ONG Patinhas de Rua, com coleta de sorologia de animais, orientações e sensibilização dos moradores sobre a leishmaniose.

Para Deyse Araújo, representante da ONG Patinhas de Rua, um dos principais objetivos da campanha é combater a desinformação sobre a doença e reforçar a importância da prevenção e do acompanhamento veterinário.

“A participação da nossa ONG é justamente uma parte de prevenção, de acolhimento e de esclarecimento”, destaca. Segundo ela, o diagnóstico positivo não deve ser encarado automaticamente como motivo para a retirada do animal do convívio familiar. “O mosquito que é o culpado e não o cão”, reforça.

A leishmaniose é uma doença infecciosa causada por protozoários e transmitida pela picada do mosquito-palha e de outros insetos conhecidos como flebótomos. A doença pode acometer seres humanos e diferentes espécies de animais, incluindo cães, gatos e animais silvestres.

Nos cães, alguns sinais podem incluir emagrecimento, crescimento ou espessamento das unhas, feridas e descamações na pele, entre outras alterações. Em humanos, a forma visceral pode apresentar sintomas como febre, perda de peso e aumento do fígado e do baço, enquanto a forma cutânea pode provocar feridas na pele.

A campanha reforça que a prevenção, a informação e a identificação precoce dos casos são fundamentais para o enfrentamento da leishmaniose. A orientação é que os tutores procurem a UVZ diante de suspeitas e mantenham os cuidados de prevenção contra a presença do mosquito transmissor. (Secom PMM)

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