Médico é preso em Paragominas durante investigação por suspeita de crimes sexuais

Polícia Civil afirma que outras mulheres procuraram a delegacia para denunciar supostas condutas semelhantes; defesa do investigado ainda não se manifestou.

A Polícia Civil do Pará prendeu, na tarde desta quinta-feira (6), o médico Neviton Pereira de Andrade em Paragominas, no sudeste do estado. A prisão preventiva foi cumprida por equipes da Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (DEACA), durante o andamento de uma investigação que apura suspeitas de crimes sexuais.

O mandado judicial foi executado por volta das 17h em uma clínica situada na região central do município. Após a abordagem, o médico foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde permanece à disposição da Justiça.

Segundo a investigação, o caso teve início após uma adolescente de 17 anos denunciar ter sido vítima de violência sexual e psicológica durante uma consulta realizada em 8 de maio deste ano. De acordo com o inquérito, a jovem afirmou que o profissional teria praticado atos libidinosos sem seu consentimento, aproveitando-se da relação de confiança estabelecida no atendimento médico.

A Polícia Civil informou ainda que, após o episódio, a vítima apresentou graves abalos psicológicos e precisou de atendimento médico de urgência.

Durante as apurações, os investigadores também verificaram que o médico se apresentava como psiquiatra e sexólogo clínico. No entanto, conforme a polícia, não foi encontrado registro dessas especialidades no Conselho Regional de Medicina (CRM).

As investigações apontam ainda que Neviton Andrade já havia sido investigado anteriormente por um caso de importunação sexual envolvendo outra paciente, registrado em maio de 2023.

Após o cumprimento da prisão preventiva, outras mulheres de diferentes idades procuraram a DEACA para relatar supostas situações semelhantes envolvendo o investigado. As novas denúncias serão analisadas e poderão ser incorporadas ao inquérito policial.

A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para identificar possíveis novas vítimas e reunir mais elementos que auxiliem na apuração dos fatos. Até a publicação desta matéria, a defesa do médico não havia se pronunciado sobre as acusações. O espaço permanece aberto para manifestação. (Com informações do BO Paragominas)

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