Quatro pessoas foram presas em flagrante na última quinta (30/7) e sexta-feira (31/7), suspeitas de furtarem energia em Pacajá, no sudeste do Pará. De acordo com os levantamentos técnicos da Equatorial Pará, a quantidade de energia desviada em seis imóveis vistoriados pelas equipes seria suficiente para abastecer aproximadamente 150 casas populares por um mês.
A ação foi coordenada pela Delegacia de Investigação de Crimes Contra as Concessionárias de Serviço Público (DIOE), da Polícia Civil, em conjunto com a Polícia Científica e equipes técnicas da Equatorial Pará. Durante a fiscalização, foram identificadas ligações clandestinas de energia em seis imóveis: um balneário localizado às margens da Rodovia Transamazônica, uma câmara frigorífica também situada na rodovia, uma gráfica no centro da cidade e residências distribuídas em diferentes bairros do município.
Conforme a Equatorial, as inspeções comprovaram que, em todos os imóveis fiscalizados, a energia elétrica era desviada por meio de ligações diretas na rede da distribuidora, sem passar pelo sistema de medição. Além de representar crime, esse tipo de fraude compromete a qualidade e a segurança do fornecimento de energia, podendo provocar sobrecarga na rede, interrupções no serviço e riscos de acidentes.
Para o gerente de Obras e Manutenção da Equatorial Pará, Clayson Almeida, o combate às ligações clandestinas é essencial para garantir a segurança da população e a qualidade do fornecimento de energia.
“O furto de energia vai muito além do prejuízo financeiro. As ligações clandestinas colocamvidas em risco, aumentam a possibilidade de acidentes graves,sobrecarregam a rede elétricae prejudicam diretamente os clientes que utilizam o serviço de forma regular. A Equatorial Pará seguirá atuando em parceria com os órgãos de segurança para identificar e combater esse tipo de crime, preservando a segurança da população e a confiabilidade do sistema elétrico”, destaca Clayson Almeida.
As quatro pessoas presas em flagrante foram encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil de Pacajá, onde permaneceram à disposição da Justiça. Os responsáveis pelas irregularidades também responderão pelos prejuízos causados à distribuidora, conforme prevê a legislação.
A Equatorial Pará reforçou que o furto de energia é crime, previsto no artigo 155 do Código Penal Brasileiro, com pena de reclusão de um a seis anos, além da aplicação das medidas administrativas cabíveis. A distribuidora destacou ainda que ligações clandestinas colocam em risco a vida da população, dos profissionais que atuam na rede elétrica e comprometem a qualidade do fornecimento para toda a comunidade.
A empresa orienta que denúncias sobre furto de energia podem ser realizadas de forma anônima por meio da Central de Atendimento 0800 091 0196 e o número da polícia, no 190. (As informações são do O Liberal)


