A Fifa desistiu oficialmente da criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), empresa vinculada à entidade que receberia investimento privado. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (31) pelo presidente Gianni Infantino, após forte repercussão negativa e ameaça de boicote às competições por parte da Uefa.
Em comunicado, Infantino reconheceu que o projeto gerou divisões entre as associações-membro, confederações e outros setores do futebol. “Após ouvir cuidadosamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto criou divisões de uma natureza que, independentemente do nível de apoio, já não estão no interesse do objetivo inicialmente estabelecido. Nosso propósito sempre foi, e sempre será, unir e melhorar. Como resultado, esta proposta não avançará”, afirmou.
A FFE previa a criação de uma subsidiária controlada pela Fifa para gerir direitos comerciais e a operação de seus principais torneios, incluindo a Copa do Mundo masculina e feminina e o Mundial de Clubes. A ideia era vender uma participação minoritária (entre 20% e 30%) a investidores privados, com o objetivo de aumentar o financiamento para as 211 associações-membro, especialmente as de países com menos recursos.
A proposta enfrentou rejeição imediata. A Uefa, em reunião de emergência com suas 55 federações, anunciou que não participaria de nenhuma competição da Fifa enquanto o plano estivesse em vigor, a menos que fosse completamente abandonado. Concacaf e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) também se posicionaram contra a iniciativa.
Infantino declarou que pretende reunir as partes interessadas nos próximos dias e semanas, no espírito de interesse compartilhado pelo jogo, com o objetivo de continuar desenvolvendo o futebol em todo o mundo, prioritariamente nos países que mais precisam de apoio.


