A Justiça determinou, na quarta-feira (29/7), a soltura do modelo paraense Jean Tiago Soares Amorim, preso por suspeita de agredir o vencedor do Concurso Mister Verão 2026, de Ponta de Pedras, no arquipélago do Marajó. O caso aconteceu no último domingo (26/7) e, desde então, Jean estava preso pelo crime contra Guilherme Moraes Teixeira, conhecido como Gui Marajoara.
Conforme as autoridades, houve uma brigaentre os dois pelo resultado da competição, resultando na luta corporal entre Jean e Guilherme. Durante a confusão, Jean atingiu a vítima com uma caneca de vidro, causando um corte no pescoço.
O suspeito do crime foi localizado ainda no domingo (26/7) em uma embarcação com destino a Belém e foi conduzido à delegacia do município para procedimentos legais, onde foi autuado em flagrante porlesão corporal dolosa.
Nos autos do processo, conta que uma testemunha relatou ter presenciado Jean agredir Guilherme pelo menos três vezescom a caneca. Por outro lado, outras duas pessoas contaram à polícia que Gui teriaprovocado o suspeito e começado a briga. Em interrogatório, Jean confessou ter cometido o crime e disse que agiu para repelir agressões praticadas pela vítimae por outra pessoa que a acompanhava.
Antônio Fernando de Carvalho Vilar, juiz titular da Vara Única da Comarca de Ponta de Pedras, destacou em sua decisão que a materialidade e os indícios de autoria estão presentes, tanto pela documentação médica e pelos depoimentos quanto pela própria admissão de Jean. Segundo o magistrado, as investigações demonstraram que a briga se tratou de uma “agressão mútua” entre os modelos, sem planejamento prévio, perseguiçãodeliberada ou persistência das agressões após o afastamento da vítima.
“Ressalto, no entanto, porque evidente o caráter recíproco e situacional do confronto, e porque o flagranteado também nele se viu agredido, a hipótese de custódia como garantia da ordem pública perde consistência. O eventual excesso, se houver, será apurado ao longo da instrução, e não neutralizado pela prisão cautelar”, afirmou o juiz Antônio Vilar.
Por isso, concedeu liberdade provisóriapara o suspeito, sem fiança. O magistrado determinou que ele está proibido de manter contato com a vítima, por qualquer meio, assim como de se aproximar dela a uma distância menor de 200 metros. Caso essas e outras medidas cautelares sejam desobedecidas sem justificativa, Jean pode ser preso de forma preventiva.
Até o fim da tarde desta quinta (30/7), o estado de saúde de Gui Marajoara não havia sido divulgado. (Com Oliberal)


