Técnico de enfermagem é preso por estupro de mulher no pós-parto

O caso ocorreu no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS). A paciente estava internada há 25 dias, após ter complicações no parto
Créditos: Ilustração

Um técnico de enfermagem, de 52 anos, foi preso nessa segunda-feira (13/7) após ser denunciado por estuprar uma paciente no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), em Campo Grande (MS).

A mulher, de 27 anos, estava internada desde o dia 15 de junho por complicações na gravidez. No dia 30 do mesmo mês, precisou ser transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), após sofrer uma hemorragia no parto.

Segundo o registro de ocorrência, o caso ocorreu na manhã de sexta-feira (10/7). O suspeito teria aplicado dois medicamentos na paciente antes do crime.

Na noite de quinta-feira (9/7), o investigado teria dado banho na mulher acompanhado de outra profissional de saúde. Horas depois, antes da troca de plantão, o técnico voltou ao quarto e aplicou a medicação.

Depois da segunda aplicação, a mulher afirma ter ficado sonolenta. Em seguida, quando acordou, percebeu que estava sendo estuprada. Segundo a denúncia, o homem teria deixado o quarto ao notar que ela havia despertado.

Após o ocorrido, a paciente comunicou o caso a outra técnica de enfermagem, que informou à enfermeira e à psicóloga responsável pelo setor. O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) como estupro de vulnerável.

Em nota à coluna, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS) informou que o homem foi preso em cumprimento a decisão judicial que expediu o mandado de prisão temporária do suspeito. “Ele passará por audiência de custódia nesta quarta-feira (15/7)”, escreveu.

O que diz o hospital?

Também em nota, o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) informou que, desde que tomou conhecimento da denúncia, o profissional deixou de atuar na assistência aos pacientes. Nessa segunda-feira (13/7), foi formalizado seu afastamento das atividades.

Além disso, a instituição afirma que instaurou sindicância para apuração rigorosa dos fatos, assegurando ao profissional o direito ao contraditório e à ampla defesa, conforme determina a legislação vigente.

“O HRMS prestou acolhimento e suporte à paciente e aos seus familiares, oferecendo toda a assistência necessária. O hospital esclarece ainda que, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), os cuidados assistenciais são realizados rotineiramente por dois profissionais. Além disso, reafirmamos nosso compromisso com a segurança dos pacientes, a transparência na apuração dos fatos e o rigor na adoção das medidas administrativas cabíveis, permanecendo à disposição das autoridades competentes para colaborar integralmente com as investigações”, disse.

Defesa

Em nota à coluna, o advogado Matheus Morandi, responsável pelo caso, informou que recebeu com surpresa a decisão que decretou sua prisão. “Embora respeite as decisões do Poder Judiciário, a defesa entende que a prisão é desnecessária, desproporcional e não encontra respaldo nos elementos concretos do caso.”

Além disso, afirmou que serão adotadas imediatamente todas as medidas judiciais cabíveis perante as instâncias competentes, com o objetivo de reverter a decisão e assegurar a plena observância das garantias constitucionais, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa.

“A defesa reafirma sua convicção de que o investigado é inocente e confia que isso será demonstrado ao longo do processo, no momento oportuno”, escreveu. (As informações são da Coluna Mirelle Pinheiro/Portal Metrópoles)

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