Uma ação integrada entre as Polícias Civil e Militar, em Oeiras do Pará, no Marajó, terminou com a prisão de dois homens no último final de semana, acusados de violência contra a mulher. As prisões ocorreram em flagrante durante ocorrências distintas registradas nos dias 12 e 13 de julho.
Em um dos casos, segundo a Polícia Civil, o suspeito teria agredido a ex-companheira com socos e chutes, mesmo estando ciente da existência de uma Medida Protetiva de Urgência que o impedia de se aproximar da vítima. De acordo com as investigações, o homem invadiu a residência da mulher durante a madrugada de segunda-feira (13), por volta das 3h.
Além das agressões físicas, ele teria utilizado uma faca para rasgar as roupas da vítima e um pedaço de madeira para destruir a motocicleta dela. Para escapar da violência, a mulher precisou pular a janela da casa e pedir ajuda.
Após serem informadas do crime, equipes da Polícia Civil iniciaram imediatamente as buscas e solicitaram apoio da Polícia Militar. O suspeito foi localizado e preso em flagrante após buscas realizadas na região.
Durante a investigação, a equipe do delegado Caio Versiani, realizou a coleta de provas no local, ouviu testemunhas, fez o atendimento especializado da vítima na Sala Lilás da Delegacia e reuniu fotografias e exames periciais que reforçam as evidências do crime. O homem vai responder pelos crimes de descumprimento de medida protetiva, lesão corporal e dano qualificado.
Em outra ocorrência registrada no domingo (12), equipes da Polícia Civil e da Sala Lilás foram acionadas por uma mulher e testemunhas após um homem invadir a residência da ex-companheira, ameaçar a vítima e seus familiares e causar tumulto no local.
Diante da situação, a Polícia Civil solicitou apoio da Polícia Militar, que efetuou a prisão em flagrante do suspeito. Conforme as investigações, foram reunidas provas materiais digitais, entre elas áudios e mensagens eletrônicas, que apontam um histórico de perseguição reiterada (stalking) e intimidação psicológica contra a vítima.
O homem deverá responder pelos crimes de ameaça qualificada e perseguição, prevista na legislação como stalking.
As autoridades reforçam que casos de violência doméstica e familiar contra a mulher podem ser denunciados pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, pelo Disque-Denúncia 181 ou diretamente na Delegacia de Polícia Civil mais próxima. O sigilo do denunciante é garantido.


