O Tribunal do Júri de Belém condenou, nesta quinta-feira (2), Vanderlei Aviz de Brito a 36 anos e 4 meses de reclusão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato de sua companheira, Adriana da Conceição Façanha Rodrigues, de 40 anos.
O caso aconteceu no ano de 2025, no distrito de Icoaraci. Adriana desapareceu e seu corpo foi localizado apenas três dias depois, enterrado em uma área de mata na antiga estrada de Outeiro. Segundo as investigações da Polícia Civil, Vanderlei se apresentou voluntariamente, confessou o crime e indicou o local exato onde havia ocultado o cadáver. A perícia confirmou que a vítima foi morta por estrangulamento com o uso de uma corrente de bicicleta.
Durante o julgamento realizado no Fórum Criminal, no bairro da Cidade Velha, a defesa e a acusação apresentaram versões opostas sobre os fatos:
A Defesa: Alegou que o réu agiu em legítima defesa após uma luta corporal com a companheira e tentou associar a vítima a uma facção criminosa.
A Acusação: O Ministério Público sustentou que o assassinato foi um feminicídio, cometido em razão da condição de mulher da vítima e dentro de um contexto de violência doméstica e familiar.
Após ouvir os depoimentos da mãe e da filha de Adriana, além de um policial civil, o Conselho de Sentença (o júri popular) rejeitou os argumentos do réu. Os jurados reconheceram a autoria e a gravidade do crime, o que levou o juiz a aplicar a pena de mais de 36 anos de prisão, além do pagamento de 10 dias-multa. Vanderlei, que já estava preso preventivamente desde a época do crime, não poderá recorrer em liberdade.
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito. (Com Roma News)


