Ferramenta com IA consegue diferenciar demências com precisão

Embora ambas provoquem declínio cognitivo, as doenças apresentam diferenças importantes.

Batizada de AIDD (Automated Imaging Differentiation for Dementia), a tecnologia foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade da Flórida e combina exames avançados de ressonância magnética com algoritmos de inteligência artificial.

O objetivo é distinguir corretamente a doença de Alzheimer da demência com corpos de Lewy, duas das formas mais comuns de demência e que, constantemente, são confundidas em clínicas.

Embora ambas provoquem declínio cognitivo, as doenças apresentam diferenças importantes. O Alzheimer costuma estar associado principalmente à perda de memória, enquanto a demência com corpos de Lewy provoca alterações de atenção, estado de alerta e capacidade motora.

Segundo os pesquisadores, identificar corretamente cada caso é o fundamental, já que os tratamentos são diferentes. Atualmente, estima-se que até metade dos pacientes com demência com corpos de Lewy recebam inicialmente diagnóstico de Alzheimer.

A nova tecnologia utiliza uma técnica especializada de ressonância magnética capaz de medir a quantidade de fluido extracelular no cérebro, indicador associado a danos nas células nervosas e processos inflamatórios.

Em seguida, a inteligência artificial analisa os padrões sutis no movimento da água nos tecidos cerebrais para reconhecer sinais característicos de cada doença.

Para desenvolver e validar o sistema, os cientistas analisaram 519 exames cerebrais de pacientes com Alzheimer, demência com corpos de Lewy e pessoas sem sinais de doença.

O modelo foi treinado e testado com 387 exames e alcançou níveis de precisão próximos de 100% na diferenciação entre as patologias.

Os pesquisadores também realizaram testes adicionais com 13 pacientes cujos diagnósticos foram posteriormente confirmados por autópsia. Segundo o estudo, a ferramenta identificou corretamente todos os casos analisados.

Com o aumento global dos casos de demência, os especialistas dizem que tecnologias baseadas em IA podem contribuir para acelerar diagnósticos, reduzir erros médicos e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. (Com Diário do Pará)

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