VÍDEO: Marabaense na guerra da Ucrânia desaconselha ida de brasileiros ao conflito

A participação de brasileiros no conflito da Ucrânia não é um caso isolado. Desde o início da guerra, em 2022, cidadãos brasileiros viajaram ao país para atuar ao lado das forças ucranianas, muitos deles ex-militares ou pessoas sem experiência em combate

O marabaense Vitor Santos, conhecido como “Titã”, ex-militar do Exército Brasileiro que já serviu no 23º Batalhão Logístico de Selva (23º B Log Sl), em Marabá, publicou um vídeo nas redes sociais relatando parte da experiência vivida no conflito entre Rússia e Ucrânia. Em sua biografia no Instagram, ele se descreve como militar da Ucrânia e operador de tanque de guerra T-72.

No vídeo, Vitor faz um alerta direcionado a jovens brasileiros que pensam em viajar ao país europeu para integrar forças envolvidas no conflito. Segundo ele, a realidade do combate é diferente da imagem muitas vezes difundida nas redes sociais ou em relatos informais. Assista ao vídeo:

“Você que pensa em vir para a guerra na Ucrânia tem que pensar muito bem, porque aqui não é brincadeira. É guerra de tecnologia”, afirmou o marabaense. Em outro trecho da gravação, ele relata já ter perdido amigos durante o período em que atua no conflito. Ao final, desaconselha a ida de brasileiros para a guerra: “Eu não recomendo ninguém vir pra guerra. Slave Ucrânia!”, declarou.

A participação de brasileiros no conflito da Ucrânia não é um caso isolado. Desde o início da guerra, em 2022, cidadãos brasileiros viajaram ao país para atuar ao lado das forças ucranianas, muitos deles ex-militares ou pessoas sem experiência em combate. Parte desse recrutamento ocorre por plataformas digitais e grupos online ligados à Legião Internacional da Ucrânia.  

O número de brasileiros mortos no conflito também tem aumentado nos últimos anos. Em atualização divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty informou ter sido oficialmente notificado sobre 30 brasileiros mortos na guerra da Ucrânia, além de 64 casos de desaparecimento em combate, com dados recebidos formalmente de autoridades russas e ucranianas. Em fevereiro deste ano, o governo brasileiro contabilizava 22 mortos e 44 desaparecidos.  

Entre os casos recentes estão brasileiros de diferentes estados que morreram após ingressarem nas forças envolvidas no conflito. O Itamaraty também tem reforçado alertas sobre os riscos da participação voluntária em guerras no exterior, destacando dificuldades de assistência consular e os perigos inerentes às zonas de combate. (Portal Debate)

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