Serviços de satélite direto ao celular já foram lançados comercialmente em 17 países, segundo relatório da Global mobile Suppliers Association (GSA) divulgado neste mês. O levantamento usa a expressão satellite-to-cellphone para tratar de serviços de conectividade satelital para smartphones.
Em abril, a GSA contabilizava 21 parcerias com serviços satellite-to-cellphone já lançados. Outras 29 estavam em avaliação, teste, trial ou licenciamento, enquanto 73 tinham lançamento planejado. Ao todo, operadoras em 61 países e territórios planejam, avaliam, testam, têm licença ou já lançaram parcerias desse tipo.
O Brasil aparece no grupo de mercados em avaliação, teste, trial ou licenciamento, ao lado de Argentina, Gana, Grécia, Irlanda, Cazaquistão, Nigéria, África do Sul e Suíça, entre outros. A TIM tem parceria com a ASTpara cobertura D2D, enquanto a Claro segue com conversas em andamento com a Starlink, mas ainda sem um desenho comercial definido, e a Vivo ainda não possui um serviço D2D comercial ativo.
No recorte mais amplo de conectividade satelital, a GSA identificou 275 parcerias públicas entre operadoras e fornecedores de satélite até meados de abril de 2026. O número representa alta de 18% em relação à edição anterior, publicada em fevereiro. As parcerias abrangem 101 países e territórios.
O levantamento aponta ainda 180 operadoras, em 84 países e territórios, com serviços satelitais planejados. Outras 38 operadoras, em 23 mercados, avaliam, testam, realizam pilotos ou possuem licenças para esses serviços. Já 57 operadoras, em 35 países e territórios, lançaram ofertas comerciais.
Starlink lidera acordos
A Starlink lidera o número de parcerias públicas com operadoras e fornecedores de satélite. Segundo a GSA, a empresa chegou a 96 acordos em abril de 2026, ante 59 em janeiro.
A AST SpaceMobile aparece em segundo lugar, com 44 parcerias. Na sequência estão Amazon Leo, com 28; Eutelsat OneWeb, com 25; e Lynk, com 21.
A GSA afirma que algumas operadoras adotam estratégia com mais de um fornecedor para serviços direto ao celular em diferentes mercados. O relatório também aponta movimento em direção ao uso de espectro MSS, dedicado a comunicações móveis por satélite, para ampliar capacidade e reduzir problemas de interferência. (Com Telesintese)


