PARAUAPEBAS (PA) O prefeito Aurélio Goiano (Avante) anda “comendo o pão que o diabo amassou” na tentativa de mitigar os impactos causados pela dívida pública gigante deixada pela gestão desastrosa do ex-prefeito Darci Lermen, administrar os impactos causados pela queda surreal na arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) paga pela Vale e pela queda de arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em Parauapebas.
Para se ter a noção do tamanho da bronca enfrentada por Aurélio Goiano, só a dívida deixada por Darci Lermen (MDB) chega a bagatela de 1,6 bilhão. Desse total, 1,15 bilhão refere-se ao INSS; 70 milhões ficaram por conta dos restos a pagar; 61,7 milhões estão ligados à despesas não empenhadas e 40 milhões pertencem aos consignados descontados dos servidores públicos. Sem contar que estes números já sofreram alterações para casa dos 2 bilhões porque, segundo o gestor, todos os dias chegam novas dívidas contraídas por um bando que ficou 16 anos surrupiando os cofres públicos de Parauapebas.
Para piorar a situação das contas da Prefeitura de Parauapebas, entre os anos de 2021 a 2025, a arrecadação da CFEM paga pela Vale, caiu de 1.486 bilhão para míseros 683.685 milhões, ou seja, houve uma redução de cerca 799.300 milhões de reais, provocando uma perda de mais de 50% na arrecadação da maior fonte de renda da “Capital do Minério”.
A reportagem do Portal Debate conversou com Aurélio na manhã desta terça-feira (5) sobre os problemas financeiros enfrentados pela PMP. Segundo o gestor, a situação está complicada, mas ele vem fazendo o que pode para manter os serviços básicos de atendimento à população como os serviços de saúde funcionando, vem melhorando a qualidade da educação pública, a zona rural anda recebendo um tratamento muito melhor e a assistência social está atendendo à população carente da melhor forma possível. Além disso, existem diversas obras em execução e as coisas estão melhorando aos poucos.
Indagado sobre a quantidade de buracos existentes nas ruas e avenidas, o gestor explicou que este problema é histórico em Parauapebas, mas existem as equipes de “tapa buraco” trabalhando, embora não exista recursos suficientes para resolver este problema de maneira mais acelerada. “Estamos terminando de ‘colocar a casa em ordem’ para melhorar a trafegabilidade das ruas de nossa cidade. Encontrei uma Prefeitura de Parauapebas falida e com um tsunami de problemas urgentes para resolvê-los”, afirmou o gestor.
Já a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) também despencou. A queda nessa arrecadação saltou para baixo de 946 milhões em 2023 para 526 milhões em 2025, ou seja, caíram 426 milhões da “noite para o dia” da receita da cidade. De acordo com Aurélio Goiano, com esta perda de recursos, não existe gestor que seja capaz de transformar a “terra arrassada” que encontrou em um paraíso da noite para o dia. “Peço que os moradores de Parauapebas tenham paciência, pois estamos trabalhando incansavelmente para que o cidadão volte a ter orgulho de morar na “Capital do Minério”, finalizou o Prefeito.
Oposição antropofágica
Desde o início de seu mandato, Aurélio Goiano vem enfrentando a turma adepta do “quanto pior, melhor”. Aquela conhecida gente identificada como “moscas do poder”, “viúvas do Darci Lermen, Keniston Braga e Brás”, aliás, Darci que vive pagando de bom mocinho nas redes sociais como se não tivesse feito parte da trupe que saqueou os cofres públicos em mais de uma década e meia no comando da Prefeitura de Parauapebas, segundo as ações que tramitam na Justiça contra ele e seus asseclas. (Pedro Souza)


