Mulher morre após realizar procedimento estético em clínica insalubre em Marabá

Informações apuradas junto ao Instituto Médico Legal (IML) apontam que a vítima sofreu embolia pulmonar maciça e fascite necrotizante. Há suspeita de que o procedimento estético tenha sido realizado em ambiente sem condições adequadas de assepsia

A Polícia Civil de Marabá investiga a morte de Marlene Silva Moraes, de 59 anos, ocorrida nesta terça-feira (5), no Hospital Municipal de Marabá (HMM), após complicações registradas dias depois de um procedimento estético conhecido como “minilipo”, realizado no município.

De acordo com o boletim de ocorrência, registrado por um familiar da vítima na 21ª Seccional Urbana, Marlene passou pelo procedimento cirúrgico após realizar exames pré-operatórios particulares, que não teriam apontado alterações significativas. Após a cirurgia, ela recebeu alta médica e retornou para casa.

Ainda conforme o registro policial, a mulher começou a apresentar desconfortos no domingo (3). Na segunda-feira (4), diante da persistência dos sintomas, ela foi levada ao HMM. Segundo as informações, a paciente deu entrada consciente, caminhando e conversando normalmente, mas apresentou uma piora repentina no quadro clínico após a admissão hospitalar.

A paciente precisou ser intubada e transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Exames realizados no hospital apontaram insuficiência renal aguda e infecção intestinal. Apesar dos procedimentos adotados pela equipe médica, Marlene não resistiu e morreu na tarde de terça-feira.

Informações apuradas junto ao Instituto Médico Legal (IML) apontam que a vítima sofreu embolia pulmonar maciça e fascite necrotizante. Há suspeita de que o procedimento estético tenha sido realizado em ambiente sem condições adequadas de assepsia.

O boletim de ocorrência não informa o nome da clínica onde a cirurgia teria sido realizada, mencionando apenas um médico identificado como Paulo. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o local do procedimento.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias da cirurgia, as condições do procedimento e eventual responsabilidade dos envolvidos.

Marlene morava na Nova Marabá e o corpo está sendo velado nesta quarta-feira (6), na Igreja Quadrangular da Folha 21. (Portal Debate)

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