Prefeitura amplia climatização e instala 750 centrais de ar em escolas municipais em Marabá

O cronograma de instalação prioriza unidades que ainda não possuíam climatização, como a Escola Evandro Viana, e a substituição de aparelhos antigos e ineficientes.

MARABÁ (PA) — O “verão amazônico” não tem sido um obstáculo para os alunos da rede municipal de ensino. A Secretaria Municipal de Educação (Semed) deu início a um cronograma intensivo de instalação de novas centrais de ar, visando transformar o ambiente escolar e garantir melhores condições de estudo. Foram adquiridos cerca de 750 equipamentos, divididos entre salas de aula e espaços administrativos.

De acordo com Nélis Rodrigues, diretor de logística da Semed, a aquisição foi estratégica: 500 centrais de alta potência (24 mil e 30 mil BTUs) para as salas de aula e 250 unidades (12 e 18 mil BTUs) para setores administrativos.

O cronograma de instalação prioriza unidades que ainda não possuíam climatização, como a Escola Evandro Viana, e a substituição de aparelhos antigos e ineficientes.

“Já distribuímos equipamentos para cerca de 600 salas de aulas. Estamos em um processo gradativo porque enfrentamos desafios técnicos, como a necessidade de adequação da rede elétrica em algumas unidades para suportar a carga dos novos aparelhos”, explica o diretor.

Até o momento, estima-se que 100 centrais já estejam em pleno funcionamento em escolas de grande porte, como a Josineide Tavares e CMRio. O trabalho também alcança a zona rural, com instalações já concluídas na Escola Adão Machado, na Vila Três Poderes.

Para dar conta das 2.500 salas de aula da rede, a Semed trabalha com duas frentes: uma equipe própria e uma empresa terceirizada. O ritmo é de aproximadamente 40 instalações por semana. “Trabalhamos tanto na instalação de novas quanto na manutenção diária. No NEI Morbach, por exemplo, climatizamos a escola completamente para que nenhum espaço ficasse de fora”, ressalta Nélis.

Nesta segunda-feira, 27, o foco foi a Escola São Francisco. A diretora da unidade, Vanusa Barros, celebra a mudança.

“Tínhamos seis salas de aula e em quatro delas trocamos por centrais mais potentes, além do laboratório de informática. Os aparelhos antigos não davam conta do espaço. Essa aquisição traz dignidade à comunidade escolar e reafirma o compromisso da gestão com o ensino público”, afirma a diretora, agradecendo o apoio da prefeitura e da Semed.

Impacto direto na aprendizagem

A climatização vai além do conforto, é uma ferramenta pedagógica. O calor excessivo da região dificulta a concentração e causa agitação nos estudantes.

“Observamos que, em salas apenas com ventiladores, os alunos saíam constantemente para beber água ou buscar ventilação. Com a sala refrigerada, permanecem focados e o ambiente torna-se muito mais acolhedor”, pontua Nélis Rodrigues.

Os alunos sentem a diferença em suas salas de aula. Ketlyn Vitória Moreira, do 5º ano, conta que o retorno do recreio era o momento mais difícil.

“A gente corre, volta com calor e a central antiga não funcionava bem. Agora vai ficar geladinho e melhor para aprender”, diz entusiasmada.

O colega de turma, Kayo da Silva, concorda. Ele confessa que as altas temperaturas eram uma distração constante.

“Antes, eu prestava mais atenção no calor do que na aula. No friozinho, a gente consegue se concentrar mais. A sala agora ficou gostosa para estudar”, finaliza o estudante. (Com Prefeitura de Marabá)

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