Papa Leão XIV condena pena de morte após Trump anunciar retorno de pelotões de fuzilamento

O pontífice afirmou que a vida humana é sagrada “da concepção à morte natural” e manifestou apoio a movimentos abolicionistas nos Estados Unidos após guinada na política de execuções federais.

Na última sexta-feira (24), o Papa Leão XIV emitiu uma forte condenação à pena capital, poucas horas após o governo de Donald Trump anunciar a retomada e a ampliação de métodos de execução em âmbito federal nos Estados Unidos. A nova diretriz do Departamento de Justiça norte-americano restabeleceu o uso do pelotão de fuzilamento e previu métodos como eletrocussão e asfixia por gás, justificando a medida pela dificuldade de obtenção de drogas para injeção letal.

Em mensagem enviada a um evento na DePaul University, em Chicago, que celebrava os 15 anos da abolição da pena de morte no estado de Illinois, o pontífice reiterou que a Igreja Católica ensina que toda vida humana é sagrada, “desde o momento da concepção até a morte natural”. Leão XIV enfatizou que o direito à vida é o fundamento de todos os demais direitos humanos e que uma sociedade só pode prosperar quando salvaguarda essa sacralidade.

Papa tem mantido posições que contrastam com as decisões recentes da gestão Trump, tendo inclusive criticado a retomada de execuções no Irã apenas um dia antes de sua mensagem aos americanos.

O posicionamento do Papa foi visto por grupos abolicionistas católicos como um endosso direto e uma resposta política e moral ao endurecimento das políticas em Washington. Além da mensagem em vídeo, o pontífice utilizou sua conta oficial na rede social X (antigo Twitter) para declarar apoio aos que defendem a abolição da pena de morte no mundo inteiro.

“Rezo para que seus esforços levem a um reconhecimento maior da dignidade de cada pessoa e inspirem outros a trabalhar pela mesma causa justa”, afirmou Leão XIV em sua publicação. Até o momento, a Casa Branca não emitiu uma resposta oficial às críticas do líder da Igreja Católica.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Cássio Leal. (Com Roma News)

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