Um erro na digitação de uma chave Pix resultou na transferência equivocada de R$ 40 mil e acendeu um alerta sobre os cuidados necessários nesse tipo de operação, especialmente diante de golpes cada vez mais comuns envolvendo devoluções. O caso ocorreu no último domingo e só foi resolvido na quarta-feira (22/4), após o valor passar por análise do sistema bancário, envolvendo o jornalista Mateus Nino, redator do Portal Debate, que acabou sendo o destinatário da quantia.
A transferência ocorreu após o remetente informar incorretamente o último dígito do telefone utilizado como chave Pix. Por se tratar de um valor elevado, a operação não foi concluída de forma imediata e permaneceu em análise antes de ser efetivada e posteriormente estornada ao banco de origem.
Casos como esse têm se tornado cada vez mais delicados, principalmente por conta de golpes aplicados por criminosos que se aproveitam da boa-fé das pessoas. Em muitos casos, o golpista entra em contato alegando ter feito um Pix por engano e solicita a devolução para uma conta diferente da original. Após isso, o criminoso ainda aciona o mecanismo de devolução junto ao banco, fazendo com que a vítima perca o valor duas vezes.
De acordo com orientações do Banco Central do Brasil, o procedimento correto ao receber um Pix por engano é realizar a devolução diretamente pela própria transação, utilizando a opção disponível no aplicativo do banco. Isso garante que o valor retorne exatamente para a conta de origem, evitando fraudes.
Já quem realiza uma transferência equivocada deve entrar em contato imediatamente com o banco e registrar a ocorrência. Nesses casos, pode ser acionado o chamado Mecanismo Especial de Devolução (MED), utilizado em situações de erro ou suspeita de fraude, embora a devolução não seja automática e dependa de análise.
Especialistas alertam que, em hipótese alguma, deve-se devolver valores por meio de uma nova transferência para contas indicadas por terceiros. O procedimento fora do sistema oficial pode facilitar a ação de golpistas e gerar prejuízos financeiros significativos.
Após a devolução do valor, o responsável pela transferência equivocada demonstrou grande alívio e gratidão pela resolução do caso. A situação terminou sem prejuízos para as partes envolvidas, mas serve de alerta, já que nem todos os episódios semelhantes têm um desfecho positivo, especialmente quando há atuação de golpistas. (Portal Debate)


