Um novo golpe digital tem chamado atenção de especialistas em segurança por atingir diretamente quem já tem viagem marcada. Conhecido como “sequestro de reservas”, o esquema utiliza informações reais de hospedagem para enganar viajantes e solicitar pagamentos indevidos.
A prática foi identificada em uma pesquisa recente da empresa de cibersegurança Norton, que analisou o aumento de fraudes direcionadas ao setor de turismo, especialmente em períodos de maior movimentação, como feriados e férias. Diferente de golpes tradicionais, o método se destaca por usar dados autênticos da vítima, o que torna a abordagem mais convincente.
Segundo a pesquisa, os criminosos entram em contato com pessoas que já realizaram reservas de hotel, utilizando informações como nome da hospedagem, datas da viagem e detalhes do pagamento.
Com esses dados, as mensagens simulam comunicações oficiais e podem até ser enviadas por canais que aparentam ser legítimos. Esse nível de personalização faz com que a fraude seja mais difícil de identificar.
Os golpistas costumam adotar um tom de urgência para induzir o viajante a agir rapidamente. Entre as abordagens mais comuns estão pedidos de pagamento adicional ou atualização de dados da reserva. De acordo com o levantamento, esse tipo de estratégia aumenta as chances de sucesso do golpe, já que a vítima acredita estar resolvendo uma pendência real da viagem.
Pesquisa aponta crescimento global do golpe
Dados da análise indicam que a campanha já atingiu milhares de pessoas ao redor do mundo. Estima-se que cerca de 12 mil usuários tenham sido alvo da fraude até o momento. O Brasil aparece entre os países com maior volume de tentativas detectadas, ao lado de nações como Reino Unido e Alemanha.
Ainda segundo os especialistas, trata-se de um golpe altamente direcionado, que depende do acesso prévio a dados reais das reservas, o que reduz o alcance em massa, mas aumenta a eficácia.
O “sequestro de reservas” é visto como uma evolução dos golpes digitais tradicionais, por combinar engenharia social com informações legítimas. A pesquisa aponta que esse tipo de fraude tende a crescer em momentos de maior procura por viagens, quando aumenta o número de reservas em plataformas online. (As informações são do O Liberal)


