O Papa Leão XIV rebateu publicamente críticas feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que não teme o governo americano. A declaração ocorre em meio a tensões geopolíticas e divergências sobre a condução de conflitos internacionais.
Em entrevista a jornalistas durante voo rumo à Argélia, o pontífice afirmou que sua missão é guiada pelos princípios do Evangelho e não por disputas políticas. “Não tenho medo do governo Trump”, disse, ao reforçar que continuará defendendo a paz e o diálogo como caminhos para evitar guerras.
As declarações vêm após Trump criticar duramente o Papa em sua rede social, classificando-o como “fraco” e questionando sua atuação em temas como política externa e segurança internacional. O presidente americano também discordou da postura do Vaticano em relação ao Irã e a outros conflitos em curso.
Sem citar diretamente o líder norte-americano, o Papa afirmou que suas críticas não são direcionadas a indivíduos, mas a uma “ilusão de onipotência” que, segundo ele, alimenta guerras e impede soluções diplomáticas.
O embate ocorre em um momento de escalada de tensões no cenário global, com destaque para o conflito no Oriente Médio, além de crises no Líbano, Sudão e Ucrânia. Diante desse contexto, o Vaticano tem intensificado apelos por cessar-fogo e proteção de civis.
O Papa também se prepara para uma viagem oficial à África, onde pretende reforçar a importância do diálogo e da cooperação internacional em regiões afetadas por conflitos e instabilidade.
A troca de críticas entre o líder religioso e o presidente dos Estados Unidos evidencia o contraste entre diferentes visões sobre a condução de crises globais — de um lado, a defesa da diplomacia e da reconciliação; de outro, uma abordagem mais dura em questões de segurança e política externa. (Com Diário do Pará)


