MARABÁ (PA) – Depois de perder o terceiro recurso contra sua condenação a 14 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes, o cirurgião dentista Vitório Campos da Silva, 73 anos, teve ordem de detenção expedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília (DF.
Usando óculos escuros e uniforme militar, Vitório praticou atos de vandalismo dentro do gabinete da primeira-dama “Janja” durante o 8 de Janeiro de 2023. A informação consta de relatório da Polícia Federal (PF). Câmeras de segurança e de jornalistas também flagraram o ataque feito por ele e outros apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
No mês de novembro de 2025, ele foi condenado pela 1ª Turma do STF a 14 anos de prisão. O dentista foi condenado pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático, associação criminosa, dano ao patrimônio e dano ao patrimônio tombado.

Vitório Silva perdeu seu terceiro recurso na Turma em 27 de março de 2026, o que determinou o fim do processo, o chamado “trânsito em julgado”. Em 8 de abril de 2026, o relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes mandou expedir o mandado de prisão decorrente de condenação definitiva.
O mandado estava em aberto para cumprimento até hoje. Ele está em prisão domiciliar desde abril de 2023. Vitório Campos da Silva vive no Pará, na cidade de Marabá, onde passou a morar ao romper a tornozeleira eletrônica. O septuagenário tinha sido preso em 2023, conseguiu a prisão domiciliar, mas rompeu o monitoramento eletrônico e passou a ser considerado foragido da Justiça.
O advogado dele pediu que os três anos usando tornozeleira em casa sejam descontados para cálculo da pena. Na ordem de prisão, Moraes diz que a Vara de Execuções Penais de Marabá (PA) deve calcular a pena restante dele. O idoso deverá ser recambiado para o Pará para iniciar o cumprimento da pena no Complexo Penitenciário de Marabá. (Portal Debate, com UOL)



