Menos de 24 horas após a reabertura do Hospital Estadual Materno-Infantil de Ananindeua Anita Gerosa, realizada na última quinta-feira (02) pelo Governo do Pará, a unidade registrou o primeiro nascimento. Nesta sexta-feira santa (03), a governadora Hana Ghassan acompanhou o atendimento à mãe e ao bebê.
A pequena Ayla Vitória Pereira da Silva veio ao mundo saudável, disposta e mamou logo após o parto, marcando simbolicamente o novo momento do hospital, que havia sido fechado pela Prefeitura de Ananindeua em 2025 e foi reaberto nesta semana pela gestão estadual.
Filha de Camila Maciel, de 21 anos, profissional autônoma e moradora de Marituba, Ayla representa o renascimento da assistência materno-infantil na unidade. Camila destacou o acolhimento recebido desde a chegada ao hospital. “Quando eu cheguei, estava bem nervosa, porque é meu primeiro parto. Mas fui muito bem atendida por toda a equipe, que deu toda a atenção necessária. A enfermeira ajudou bastante no nervosismo. Sou muito grata por tudo. Estou feliz, deu tudo certo”, relatou.
Acolhimento e cuidado
Para marcar esse momento simbólico, Hana Ghassan, acompanhada do secretário de Estado de Saúde Pública, Ualame Machado, visitou mãe e bebê nesta sexta-feira (3).

“Estou vindo nesta sexta-feira santa ao Hospital Materno-Infantil Anita Gerosa e tive a oportunidade de conhecer a pequena Ayla e sua mãe, Camila. Vim acompanhar de perto como está sendo o atendimento nesse hospital que renasce para acolher mães e bebês. Fico muito feliz com os relatos que ouvi, destacando o acolhimento desde a portaria até o pós-parto”, afirmou Hana Ghassan.
A governadora também reforçou os investimentos do Estado na rede materno-infantil. “Até o final do ano, vamos entregar mais três hospitais materno-infantis, totalizando cinco unidades no Pará. Isso reforça o nosso compromisso com o cuidado às mães e às famílias paraenses”, acrescentou.
Estrutura e qualidade no atendimento
Com estrutura ampliada, o hospital oferece assistência completa a gestantes de alto risco, puérperas até 42 dias após o parto e recém-nascidos até 28 dias de vida.
O secretário de Estado de Saúde Pública, Ualame Machado, destacou a qualidade da nova fase da unidade. “Saio muito satisfeito dessa primeira visita após o início dos atendimentos. As famílias e os profissionais elogiaram a estrutura, os equipamentos novos e o atendimento da equipe da Santa Casa, que tem mais de 300 anos de experiência em maternidade”, afirmou.
A decisão de buscar atendimento na unidade foi incentivada pela experiência familiar, como contou Cleonice Cabral, tia de Camila. “Eu disse: vamos para o Anita Gerosa, porque a equipe da Santa Casa está lá. Desde a portaria fomos muito bem acolhidas. A enfermeira Ivonildes e toda a equipe foram maravilhosas”, destacou.
Humanização no parto
O parto foi conduzido pela enfermeira obstétrica Ivonildes Picanço, que ressaltou o simbolismo do momento. “É uma satisfação imensa participar desse marco. Esse primeiro parto representa o início de um novo ciclo, com cuidado, respeito e compromisso com as boas práticas”, afirmou.

Segundo a profissional, o atendimento priorizou o acolhimento e o protagonismo da gestante. “Utilizamos escuta ativa e métodos não farmacológicos para alívio da dor, garantindo segurança, conforto e tranquilidade durante todo o processo”, explicou.
A médica obstetra Rute Caroline Soares, responsável pela supervisão, reforçou a importância da atuação integrada. “O foco deve estar sempre na mãe, com uma equipe multidisciplinar preparada e humanizada, como aconteceu nesse atendimento”, disse.
Direitos e assistência ampliada
Após o parto, Camila optou pela inserção do DIU de cobre, método contraceptivo disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com duração de até 12 anos, garantindo mais autonomia e planejamento reprodutivo às mulheres.
Serviço: O Hospital Estadual Materno-Infantil Anita Gerosa conta com 62 leitos, sendo 10 de UTI adulto e 10 neonatais. A unidade funciona 24 horas, oferecendo atendimento de urgência e emergência obstétrica de média e alta complexidade. (Agência Pará)


