Influenciador tem prisão decretada por aplicar “golpe do amor”

Justiça decreta prisão de suspeito de enganar vítimas online

A Justiça de São Paulo decretou a prisão de um influenciador digital investigado por aplicar o chamado “golpe do amor”, esquema de estelionato sentimental que teria feito diversas vítimas nas redes sociais. O influenciador Luís Felipe de Oliveira, conhecido nas redes sociais como Felipe Heystee, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça após denúncia do Ministério Público de São Paulo por suposto envolvimento no chamado “golpe do amor”.

O golpe consistia em criar relações afetivas virtuais para ganhar a confiança das vítimas e, posteriormente, solicitar dinheiro sob diferentes justificativas, segundo investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).

De acordo com as autoridades, o influenciador utilizava perfis nas redes sociais para se aproximar das vítimas e estabelecer relacionamentos amorosos pela internet. Após conquistar a confiança das pessoas, ele passava a relatar supostas dificuldades financeiras ou emergências pessoais, pedindo transferências bancárias e outras formas de ajuda financeira. Em muitos casos, as vítimas só percebiam a fraude após realizar sucessivos depósitos.

Golpe do Amor e Estelionato Sentimental

A investigação aponta que o suspeito também utilizava uma rede de contatos e contas bancárias para movimentar os valores obtidos, dificultando o rastreamento do dinheiro. O Ministério Público sustenta que o esquema apresenta características típicas do chamado “estelionato sentimental”, modalidade de fraude que vem crescendo no ambiente digital e que explora a vulnerabilidade emocional das vítimas.

A prisão preventiva foi solicitada pelo Ministério Público e autorizada pela Justiça com base em indícios de continuidade delitiva e no risco de novas vítimas. Segundo os promotores responsáveis pelo caso, a medida também busca garantir o andamento das investigações e evitar interferências no processo.

Outras vítimas podem surgir

As autoridades não descartam a existência de outras vítimas que ainda não procuraram a polícia. Por isso, o Ministério Público orienta que pessoas que tenham sido abordadas pelo suspeito ou que tenham realizado transferências financeiras em situações semelhantes procurem as autoridades para registrar ocorrência e colaborar com as investigações. (Com Diário do Pará)

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