Um elevador despencou nove andares em um prédio comercial no bairro de Boa Viagem, no Recife, na tarde de quarta-feira (4), deixando quatro mulheres feridas. O caso ocorreu na Galeria Santo Antônio e está sendo investigado pela Polícia Civil de Pernambuco.
Segundo informações das autoridades, as vítimas têm entre 66 e 72 anos. Elas estavam dentro da cabine no momento da queda e sofreram ferimentos após o impacto no térreo. Uma mulher grávida de seis meses também estava no elevador durante o incidente, mas não há informações de que tenha se ferido.
Testemunhas relataram momentos de tensão durante a descida repentina do equipamento. O gestor de marketing Gabriel Teles, que também estava na cabine, contou que percebeu um problema logo ao entrar no elevador, no sétimo andar, quando notou um desnível entre o piso e o vagão.
De acordo com ele, no nono pavimento quatro idosas entraram no elevador, incluindo uma mulher que havia passado recentemente por uma cirurgia no joelho. O equipamento teria tentado subir até o 11º andar, mas apresentou falha no trajeto.
“O elevador tentou subir, mas no décimo andar a porta não fechou completamente e ele começou a despencar”, relatou.
Teles contou ainda que, nos primeiros segundos, a descida foi lenta, mas ganhou velocidade rapidamente. Com as portas abertas, os ocupantes conseguiam ver os andares passando até o impacto no térreo.
“Quando chegou no térreo foi um ‘boom’. Não sei se alguma mola de segurança foi acionada”, disse.
Durante a queda, os passageiros tentaram se segurar como puderam. A grávida se apoiou em um espelho da cabine, enquanto uma das idosas não conseguiu se sustentar por causa da cirurgia recente no joelho.
Após o elevador parar, pessoas que estavam no interior da galeria ajudaram a retirar os ocupantes do equipamento.
Em nota, o advogado Jadson Almeida, que representa o condomínio do prédio, informou que a empresa responsável pela manutenção foi acionada imediatamente e conseguiu retirar os passageiros em cerca de cinco minutos.
Investigação do Acidente
A administração do edifício afirmou que não houve registro de danos físicos graves e que o equipamento passou por análise técnica logo após o episódio. Segundo relatório elaborado por engenheiros responsáveis pela manutenção, o problema pode estar relacionado a fatores operacionais, como oscilações no fornecimento de energia elétrica ou excesso momentâneo de carga na cabine.
De acordo com o condomínio, nesses casos o sistema eletrônico pode acionar automaticamente protocolos de segurança para interromper o funcionamento e verificar parâmetros operacionais.
A administração do prédio também ressaltou que mantém contrato permanente de manutenção especializada e segue as normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Apesar da nota afirmar que não houve “queda de elevador ou risco estrutural”, o caso segue sendo investigado pela polícia, que deve apurar as circunstâncias e possíveis responsabilidades pelo ocorrido. (Com Diário do Pará)


