Marabá foi escolhida para sediar a 100ª edição do Projeto Rondon, iniciativa nacional que promove ações de extensão universitária voltadas ao desenvolvimento sustentável e à integração social em regiões vulneráveis do país. A operação comemorativa acontecerá em julho de 2026 e terá a cidade como base principal das atividades.
A confirmação foi feita pelo general de Brigada Enio Barbosa Fett de Magalhães, comandante da 23ª Brigada de Infantaria de Selva, que informou que a estrutura militar já iniciou os preparativos para garantir suporte logístico à operação. A unidade do Exército será responsável por apoiar ações como alojamento, transporte e alimentação dos participantes.
Batizada de “Operação Carimbó”, esta edição histórica deve reunir mais de 350 pessoas, entre estudantes universitários e professores de diversas instituições de ensino superior do país. O desembarque das equipes está previsto para 7 de julho, com atividades programadas até o dia 25 do mesmo mês em municípios da região sudeste do Pará.
A abertura oficial ocorrerá no Carajás Centro de Convenções, onde será realizado um seminário inaugural de dois dias. Há expectativa de participação do ministro da Defesa, José Mucio Monteiro Filho, além de representantes do Comando Militar do Norte e da 8ª Região Militar, conforme disponibilidade de agenda.
O que é o Projeto Rondon
Criado em 1967 e coordenado pelo Ministério da Defesa, o Projeto Rondon é uma ação interministerial que estimula universitários a desenvolverem projetos de impacto social em parceria com prefeituras e lideranças comunitárias. O nome homenageia o Marechal Cândido Rondon, militar e sertanista reconhecido pela integração de regiões remotas ao território nacional.
Ao longo de mais de cinco décadas, o programa consolidou-se como uma das principais iniciativas de extensão universitária do Brasil, promovendo intercâmbio de conhecimento entre universidades e comunidades.
Como funcionam as operações
A participação das instituições de ensino ocorre por meio de editais públicos anuais. As universidades apresentam propostas de trabalho alinhadas às demandas locais, priorizando ações com potencial multiplicador e impacto duradouro.
Os projetos envolvem oficinas, capacitações e intervenções estruturadas, buscando não apenas oferecer atendimento pontual, mas também fortalecer lideranças comunitárias e deixar resultados permanentes.
Perfil dos voluntários
Os chamados “rondonistas” são, em sua maioria, estudantes universitários e recém-formados das áreas de saúde, educação, engenharia, comunicação, meio ambiente e direitos humanos. Professores orientadores acompanham as equipes e supervisionam as atividades técnicas desenvolvidas nas comunidades.
Além dos participantes de primeira viagem, o projeto também conta com veteranos que retornam como multiplicadores de experiência.
Áreas de atuação
As ações costumam abranger:
- Educação: formação de professores, oficinas pedagógicas e incentivo à alfabetização;
- Saúde: campanhas preventivas, orientações sanitárias e capacitação de agentes locais;
- Infraestrutura: apoio técnico em projetos comunitários;
- Cultura e cidadania: fortalecimento da identidade cultural e participação social;
- Sustentabilidade ambiental: práticas de uso responsável dos recursos naturais.
A escolha de Marabá como sede da 100ª edição simboliza o reconhecimento da importância estratégica da cidade na região amazônica e reforça o foco da iniciativa em promover desenvolvimento sustentável em áreas de relevância social e territorial. (Portal Debate)


