Um caso de estupro cometido pelo sogro contra uma adolescente de 16 anos vem causando revolta nas redes sociais em Marabá, no sudeste do Pará. De acordo com as informações, amplamente repercutidas em páginas de notícias da cidade, o crime ocorreu no bairro Cidade Jardim. O caso foi formalizado por meio de boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, que deverá conduzir a investigação. A vítima também realizou exame sexológico forense no Instituto Médico Legal de Marabá (IML) e o resultado deverá ser emitido em 30 dias.
Segundo o relato da mãe da vítima, a adolescente esteve na casa do namorado no dia 23 de janeiro de 2026, onde passou a noite. Conforme informado no registro policial, a moça tinha o costume de frequentar a residência, e a mãe da vítima acreditava que o namorado estivesse presente no local durante o período.
Ainda conforme o registro policial, o namorado havia saído para trabalhar, deixando a adolescente sozinha no imóvel. Em determinado momento, o pai do namorado chegou à residência da família e, segundo o relato da vítima, praticou o ato sexual sem consentimento.

Mãe critica inação da polícia
Diante dos fatos relatados, a mãe da vítima solicitou às autoridades a concessão de medida protetiva de urgência em favor da filha, como forma de garantir sua segurança. No entanto, mesmo se tratando de um caso que envolve menor de idade e com suspeito identificado, o depoimento da vítima só foi colhido no dia 9 de fevereiro de 2026, cerca de duas semanas após o registro do caso.
Durante esse período, a família informou às autoridades sobre o risco de fuga do suspeito, mas, segundo o relato, não houve medidas imediatas que garantissem sua localização.
A mãe afirma que apresentou elementos que poderiam auxiliar na investigação, incluindo imagens de câmeras de segurança e informações sobre o local de trabalho do suspeito. No entanto, relata que, até o momento, ele não foi encontrado para prestar depoimento às autoridades.
A mãe também ressaltou o impacto emocional causado pelo processo investigativo. Segundo a mãe, a adolescente precisou relatar os fatos em diferentes momentos e para diversos órgãos, o que, segundo ela, vem contribuindo para o agravamento do sofrimento psicológico da vítima.
A mãe afirma que decidiu tornar o caso público como forma de buscar providências e chamar atenção para a importância de respostas rápidas em casos que envolvem violência sexual contra adolescentes. Ela também enfatiza que a demora na apuração pode desencorajar outras vítimas e famílias a procurarem as autoridades.
A legislação brasileira estabelece prioridade absoluta na proteção de crianças e adolescentes, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), além de prever investigação rigorosa em casos de violência sexual.
A reportagem buscou contato com a Superintendência Regional de Polícia Civil do Sudeste do Pará (10ª RISP) para obter informações sobre o andamento da investigação e eventuais medidas adotadas para localizar o suspeito. O espaço permanece aberto para manifestação das autoridades.
Saiba mais
O crime de estupro está previsto no artigo 213 do Código Penal Brasileiro, e a legislação estabelece medidas específicas de proteção às vítimas menores de idade, incluindo o acompanhamento por órgãos de segurança pública e de proteção à infância e adolescência.
A divulgação de casos dessa natureza também tem caráter de alerta à sociedade sobre a importância da denúncia e da proteção de crianças e adolescentes.
Situações de violência sexual podem ser comunicadas à Polícia Militar (190), Polícia Civil, ao Conselho Tutelar ou por meio do Disque Denúncia pelos números 181 e 91 98115-9181. (Portal Debate, com Portal Carajás Notícias)


